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Se compreender é impossível, conhecer é necessário.
Primo Levi

“Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem” B.Brecht

"Politicians should read science fiction, not westerns and detective stories." - Arthur C. Clarke

Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief (Billie Holiday)

Ai que preguica! (Macunaima)

No creo en la eternidad de las peleas
Y en las recetas de la felicidad (John Drexler, Mercedes Sosa)

Na aula de hoje: Todo vice é um Kinder Ovo; vem com uma surpresa dentro.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma recebe apoio de artistas, intelectuais, advogados e militantes cristãos - Brasília Confidencial

19/10/2010

Foto


Aproximadamente mil artistas, intelectuais, políticos, advogados, líderes religiosos e militantes partidários lotaram ontem à noite o Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, para apoiar a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Declararam apoio, por exemplo, o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor Chico Buarque e a cantora Beth Carvalho, que não aparecia em público desde o fim do ano passado, quando se submeteu a uma operação de coluna.

“Estou me recuperando da cirurgia, mas fiz questão de vir”, afirmou Beth, que cantou uma versão política da música “Deixa a vida me levar”.

“Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai”, discursou Chico Buarque.

Entre os representantes da classe artística estiveram presentes, além de Chico e Beth, os atores Paulo Betty, Dira Paes e Silvia Buarque, os músicos Alceu Valença, Wagner Tiso, Otto, Yamandu Costa, Rosemary, Lia de Itamaracá, Margareth Menezes e Alcione, além do cartunista Ziraldo e do diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa. Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente; os governadores reeleitos do Rio e da Bahia, respectivamente Sérgio Cabral (PMDB) e Jacques Wagner (PT); o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB); o teólogo Leonardo Boff, a filósofa Marilena Chaui e o sociólogo Emir Sader também marcaram presença.

Militantes do PT ocuparam parte da platéia vestindo camisetas de campanha e agitando bandeiras. Do lado de fora, telões na calçada transmitiam o evento.

O “Manifesto de Artistas e Intelectuais Pró-Dilma” defende o voto na candidata do PT para “garantir os avanços alcançados” sob a liderança do Governo Lula.

“É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o documento.

Os artistas e intelectuais, alguns deles eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno, declaram o entendimento de que “muito mais do que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado”.

No mesmo evento, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos entregou à candidata do PT um manifesto de apoio dos advogados com o título “Profissionais do Direito com Dilma”. E outra declaração de apoio à petista foi entregue por líderes e militantes cristãos. Intitulado “Se nos calarmos, até as pedras gritarão”, o manifesto tem como primeiros signatários o presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Thomas Balduino, e o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, mas é assinado também por representantes de várias igrejas evangélicas. Além de anunciar o voto em Dilma, eles criticam o candidato do PSDB, José Serra, e denunciam “posturas autoritárias e mentirosas” contra a petista.

“Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura”, dizem.

”Uma vitória de Serra, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos socioculturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira”, afirma o documento.

“Não nos interessa se determinado candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer ‘Senhor, Senhor’’, mas realizar o projeto de Deus, ou seja, o projeto divino”, acentua o manifesto dos cristãos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

lamentavelmente isso é uma profanação - Padre Francisco Pesqueira

Áudios da missa do Canindé a maior celebração franciscana do país. Por isso, no dia fatídico em que a comitiva de José Serra invadiu o recinto, havia 80 frades franciscanos de todas as partes do país.

o link encaminha para: Luis Nassif On Line

Marcha da Educação prega “união contra as trevas” - Brasília Confidencial

18/10/2010

Aos gritos de “Educação na frente, Dilma Presidente”, centenas de militantes, especialmente professores, além de políticos, realizaram ontem, em Porto Alegre (RS), a Marcha pela Educação. A caminhada reuniu adversários tradicionais do PT no estado, hoje engajados da campanha de Dilma Rousseff, entre eles o ex-governador Alceu Collares e o prefeito da capital, José Fortunatti, ambos do PDT, e o senador Sérgio Zambiasi (PTB). Todos à frente da caminhada e carregando uma faixa onde se lia “Rio Grande Unido com Dilma Presidente do Brasil”.

No encerramento do percurso, o governador eleito Tarso Genro (PT) afirmou que todos estavam ali “unidos pela democracia e contra as trevas”. E acrescentou:

“Estamos unindo o Rio Grande em defesa do Brasil”.

Durante o trajeto, os professores, estudantes e funcionários das universidades federais distribuíram um manifesto com o título “Porque votaremos em Dilma Rousseff”.

Bispo de Guarulhos usava gráfica de tucana para multiplicar baixarias contra Dilma - Brasília Confidencial

18/10/2010

A Polícia Federal apreendeu ontem aproximadamente um milhão de panfletos com ataques ao Governo Lula, ao PT e à presidenciável do partido, Dilma Rousseff, assinados pela seção paulista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e impressos por uma gráfica de São Paulo sob encomenda da Diocese de Guarulhos. Pelo que se tornou público até agora, em setembro a Diocese de Guarulhos encarregou Kelmon Luís Souza, assessor do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini, de contratrar a impressão de 20 milhões de panfletos em gráficas de São Paulo. O lote apreendido neste fim-de-semana era parte de uma encomenda de 2,1 milhões de panfletos feita à Pana Editora e Gráfica, que tem como sócia uma funcionária da Assembleia Legislativa filiada ao PSDB, Arlety Satiko Kobayaswhi. A encomenda total à Pana foi revelada pelo contador da empresa, Paulo Ogawa, e compreendia a impressão dos panfletos durante o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial. Também foi Paulo Ogawa, pai de outro sócio da gráfica, que apontou o assessor do bispo de Guarulhos como intermediário da encomenda.

A apreensão de ontem foi determinada pelo ministro Henrique Naves, do Tribunal Superior Eleitoral, atendendo denúncia apresentada pelo PT.

Milhares de panfletos, idênticos aos que a Polícia Federal apreendeu ontem, foram distribuídos tanto na reunião que o candidato tucano José Serra manteve com aliados, em Brasília, logo depois do primeiro turno de votação, quanto em missas celebradas no dia 12 de outubro em Aparecida (SP) e em Contagem (MG). O texto, produzido e assinado no fim de agosto pelos bispos da seção paulista da CNBB, atribui posições pró-aborto ao PT, ao governo federal, ao presidente Lula e a Dilma Rousseff. E apela para que os eleitores não votem em quem é a favor da descriminalização do aborto.

Ontem, cerca de 50 bispos, reunidos sábado em Indaiatuba, divulgaram nota em que dizem que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos” e “que não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra” qualquer candidato à Presidência. Entre os signatários dos dois textos estão os bispos Nelson Westrupp, de Santo André; Benedito Beni dos Santos (vice-presidente da seção paulista) e Airton José dos Santos (secretário-geral).

“O Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos”, diz um trecho da nota emitida neste domingo.

Os bispos teriam avaliado que erraram em agosto ao citar o PT e Dilma.

”O erro que foi a apresentação de siglas partidárias. Isso não poderia ter acontecido. Você pode fazer uma nota tranquilamente, mas a partir do momento que você cita nomes e cita partidos políticos aí você fere as pessoas”, alegou o bispo de Limeira, Vilson Dias de Oliveira, coordenador da Comissão de Comunicação da regional.

Agora a seção paulista da CNBB recomendou que bispos evitem citar nomes de partidos ou de políticos em manifestações públicas como cartas ou declarações.

Sea - MERCEDES SOSA & JORGE DREXLER



Ya estoy en la mitad de esta carretera,
Tantas encrucijadas quedan atrás
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea, lo que sea
Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pasé
Yo llevo tu sonrisa
Como bandera
Y que sea lo que sea
Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no, por algo será
No creo en la eternidad de las peleas
Y en las recetas de la felicidad
Cuando pase el recibo mis primaveras
Y la suerte este echada a descansar:
Yo miraré tu foto en mi billetera
Y que sea lo que sea
El que quiera creer, que crea
Y el que no su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que sea
Y que sea lo que sea…
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que sea

προσήλυτος

domingo, 17 de outubro de 2010

Debate acompanhado por Luis nassif




http://www.advivo.com.br/node/237225

Sobre panfletos


foto de Clodoaldo Jurado, via twitter.


Copy/paste de e-mail recebido com informações do blog Escrevinhador

Já passava das 2 da manhã desse domingo. Na porta da gráfica Pana, no Cambuci, um grupo de 50 a 60 pessoas seguia de plantão – para evitar a distribuição dos panfletos ( supostamente encomendados pelo bispo católico de Guarulhos) recheados de mistificação religiosa e de ataques contra a candidata Dilma Rousseff. Mais um capítulo da guerra suja travada nessa que já é a mais imunda eleição presidencial, desde a redemocratização do Brasil.

Na internet, durante a madrugada, outro plantão rolava: tuiteiros, blogueiros e leitores de todo o Brasil buscavam informações sobre os donos da gráfica, e sobre as possíveis conexões deles com o mundo político.

Stanley Burburinho (ele mesmo!) e Carlos Teixeira fizeram o trabalho. Troquei com eles algumas dezenas de mensagens. E essa apuração colaborativa levou à descoberta: uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao PSDB, desde 1991!

Trata-se de Arlety Satiko Kobayashi, vinculada ao diretório da Bela Vista - região central de São Paulo. Nenhum problema com a filiação de Arlety ao partido que bem entender. O problema é que a gráfica dela foi usada para imprimir panfletos aparentemente encomendados por um bispo, mas que “coincidentemente”, favorecem ao candidato do partido dela.

Aqui, o contrato social da empresa – onde Arlety Kobayashi aparece como uma das sócias: contrato_social_grafica_pana[1]

E aqui a lista de filados do PSDB, onde ela aparece no diretório zonal da Bela Vista.

Mais um detalhe: Arlety é também funcionária pública, tem cargo na Assembléia Legislativa de São Paulo.(desça a té u título atribuindo , que fala sobre gratificação). E tem um sobrenome com história entre os tucanos: Kobayashi. Paulo Kobayashi ajudou a fundar o partido, ao lado de Covas, foi vereador e deputado por São Paulo.

Arlety aparece como doadora da campanha de Victor Kobayashi ao cargo de vereador, em 2008. Victor concorreu pelo PSDB.

A conexão está clara. Os tucanos precisam explicar:

- por que o panfleto com calúnias contra Dilma foi impresso na gráfica de uma militante do PSDB?

- quem pagou: o bispo de Guarulhos, algum partido, ou a Igreja?

- onde seriam distribuídos os panfletos?

- onde estão os outros milhares de panfletos?

Os panfletos do Cambuci são mais uma prova da conexão nefasta que, nesa eleição, aproximou os tucanos da direita religiosa – jogando no lixo a história de Covas, Montoro e tantos outros que lutaram para criar um partido “moderno”, que renovasse os costumes políticos do país. Serra lançou esse passado no esgoto – e promoveu uma campanha movida a furor religioso.

Mas não é só isso!

Se Arlety Kobayashi (uma tucana) é a responsável pela impressão dos panfletos, na outra ponta quem é o sujeito que encomendou tudo?

O Blog “NaMaria” traz a investigação completa, que aponta Kelmon Luis da S. Souza como o autor da “encomenda”. Ele teria ligações com movimentos integralistas e monarquistas!

O Blog do Nassif , por sua vez, mostra que as conexões poderiam chegar até bem perto de Índio da Costa (DEM), o vice de Serra. Ele, em algum momento, também teve proximidade com monarquistas. Mas esse detalhe ainda não está bem esclarecido.

De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.

Há mais mistérios entre o céu e o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.

É caso de polícia. E não de religião.







Quando cheguei em casa passei horas localizando a editora no gmaps (tinha lido a respeito rapidamente), pensando em tomar um ônibus e ir lá tirar uma foto. Legal que fizeram isso e postaram. Estava cansada depois de fazer um freela de garçonete numa casa de jazz o TETA. Lá pela uma da manhã saí para a pausa e um cigarrinho. Na calçada, ouvindo Piazzola, olhava a rua, com o asfalto sinistramente refletindo, na lâmina da garôa, a luz do poste e os homeless dormindo sob a portada do cemitério, ignorantes do estilo arquitetônico das colunas do portão principal. Era tão estranho aquele momento, ou melhor, aquelas horas alienada das coisas, servindo, ouvindo boa música, conversando; mas a sensação de que estava acontecendo alguma coisa. (Aí, agora ha pouco, abri o e-mail de Toninha com a informação.) E estava. E não era paranóia. Era fato.

Google Maps: http://maps.google.com.br/maps?q=Rua+Jos%E9+Bento,+360,+Cambuci,+S%E3o+Paulo&hl=pt-BR&cd=1&ei=ezy6TIDoDpbuzAXwvfTiAg&sig2=wD8rKj2uWvWB2OVe71l7yw&ie=UTF8&view=map&cid=5414950342498240448&iwloc=A&ved=0CBoQpQY&sa=X#

vou pro mercado comprar ahuacatl

Moska e Kevin Johansen

sábado, 16 de outubro de 2010

Rodo cotidiano

A idéia lá
comia solta
subia a manga
amarrotada social
no calor alumínio
nem caneta nem papel
uma idéia fugia
era o rodo cotidiano
era o Rodo cotidiano

0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma quentinha abafada
meu troco é pouco
é quase nada
meu troco é pouco
é quase nada

Não se anda por onde gosta
mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta
ela some, ela no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que entorta as ruas
da minhoca de metal
como um Concorde apressado
cheio de força
voa, voa mais pesado que o ar
e o avião, o avião, o avião
do trabalhador

0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma vidinha abafada
meu troco é pouco
é quase nada
meu troco é pouco
é quase nada

Não se anda por onde gosta
mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta
ela some no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que entorta as ruas
da minhoca de metal que entorta as ruas
como um Concorde apressado
cheio de força
Voa ,voa mais pesado que o ar
e o avião, o avião, o avião
do trabalhador

UÔ Ô Ô Ô Ô My Brother

e os jornais não me informam mais, e as imagens nunca são tão claras

Retrato de um play boy

Palavras Repetidas

Boato na rede é crime! Quem espalha pode ter até a prisão preventiva decretada

A Lei 12034 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm), ou Lei dos Partidos Políticos, prevê multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem envia ou reenvia e-mails com boatos, calúnias ou difamação, para fins eleitorais ou não, atacando candidatos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (http://www.tse.gov.br/eje/html/info_eleicoes7.html), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.
Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del2848compilado.htm), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.
Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@pgr.mpf.gov.br) e para a Polícia Federal (http://www.safernet.org.br/site/), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.

O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi

Dilma divulga carta a religiosos para “deter sórdida campanha de calúnias”

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, divulgou ontem uma carta em que se declara pessoalmente contra o aborto e pede apoio aos eleitores para “deter a sórdida campanha de calúnias” que considera orquestrada contra sua candidatura.

“Espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião”, escreveu a candidata.

Segundo Dilma, a carta será dirigida a pastores e líderes evangélicos, mas poderá ser aplicada para todas as outras religiões.

“A carta servirá para que a verdade triunfe”, declarou Dilma em entrevista.

No documento, a petista se compromete a não propor nenhuma alteração na legislação atual sobre o aborto, caso seja eleita presidente da República.

“Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais”, afirma a presidenciável Dilma na carta. E continua:

“Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de cada religião no país”.

Sobre o Projeto de Lei Complementar 122, em tramitação no Senado, e que trata, entre outras medidas, do casamento de homossexuais, Dilma afirma que “será sancionado, no meu futuro governo, nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil.”

Lula: “Não podemos permitir que o Brasil desça serra abaixo”

Brasilia Confidencial
16/10/2010

Pastores e padres abriram ontem à noite com discursos, orações e canções o comício da campanha de Dilma Rousseff em São Miguel Paulista, na zona leste da cidade de São Paulo. Num dos pronunciamentos mais fortes em favor da candidata petista, o padre Júlio Lancelotti afirmou que a presença de religiosos no comício era para afastar o demônio da calúnia e da difamação.

“A palavra de Deus não pode ser usada embutida em boatos, em calúnias, em difamação. A presença dos padres e bispos é para afastar o demônio da calúnia e da difamação, o demônio que não constrói. O povo precisa ter liberdade de escolha. Deus nos fez livres, não com cabrestos”, discursou.

O presidente Lula também acusou os adversários de mentir e difamar a candidata do PT.

“É uma vergonha a campanha do nosso adversário em ataque à companheira Dilma Rousseff. É uma vergonha o preconceito contra a mulher. É uma vergonha os ataques e o preconceito contra a Dilma na internet. Estão mentindo e difamando, na perspectiva de que as pessoas acreditem nas mentiras e eles ganhem as eleições”, atacou.

Aumentando o tom da crítica, o presidente acusou a campanha tucana de demonstrar falta de caráter e de hombridade ao recorrer a ataques de natureza religiosa.

“É falta de caráter e de hombridade das pessoas que tentam abusar da boa-fé do povo”.

Lula aproveitou para fazer um trocadilho com o nome do candidato José Serra:

“Nós que trabalhamos para que o Brasil subisse ladeira acima, não podemos permitir que nas eleições o Brasil desça serra abaixo”.

Usando tom menos agressivo do que o do presidente, Dilma voltou a sugerir que José Serra, se eleito, vai privatizar os campos do pré-sal.

“Querem privatizar o pré-sal. Para quem querem privatizar o pré-sal? Querem entregar para as empresas estrangeiras. Vamos dizer um grande não para a privatização do pré-sal. Naaaão!”, gritou Dilma ao lado de um dirigente da Federação Única dos Petroleiros.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

“Vídeo bomba” mostra o que está em jogo no segundo turno

Marco Aurélio Weissheimer

Não seria nada mal se eleitores e eleitoras dedicassem alguns minutos de seus dias para conversar um pouco sobre o assunto exibido em um pequeno vídeo que fala sobre o presente e o futuro do país. Considerando a quantidade de baixarias que circula na internet e fora dela, esse vídeo é, como gosta de dizer nossa imprensa, uma bomba. Feita para pensar.

youtube

Carta Maior

A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl

Celso Marcondes 15 de outubro de 2010 às 12:05h

Em entrevista a CartaCapital, a psicanalista responsabiliza Serra pelo nível do debate eleitoral, fala de aborto e corrupção.
O fim da coluna da psicanalista Maria Rita Kehl no O Estado de S.Paulo foi um dos assuntos da semana, em particular na internet. Seu artigo “Dois Pesos” foi pesado demais para os donos do diário paulista. Neste espaço, publicamos vários artigos a respeito. A repercussão enorme gerou até um abaixo-assinado que corre pela rede em sua defesa. Passado o impacto, Rita Kehl conversou com CartaCapital a respeito das eleições presidenciais, que ela acompanha de perto, com o olhar da profissional conceituada em sua área e também com a visão de cidadã e jornalista, carreira que seguiu nos tempos da ditadura. Ela se diz escandalizada com os temas que tomaram conta do debate eleitoral e responsabilizou a campanha do PSDB por isso.

Carta Capital

Transparência: nem sempre esclarece

vídeo: Basicregisters&monicamartins

Stephin Merritt The Man Of A Million Faces


assista video

In the darkness she embraces
The man of a million faces
Soon on backstreets she paces
Freezing in flimsy laces

Quite the psychiatric case
Is the man of a million faces
Wielder of flails and mases
Veteran of high-speed chases

Not a single victim places
The man of a million faces
No one knows what his race is
No sin or crime disgraces
The man of a million faces

Quando a biografia diz não

15/10/2010

AYRTON CENTENO

Campanha eleitoral tem mil e uma utilidades. Uma delas é mostrar o que é transformado no que não é. Para isso, serve-se o candidato de sua capacidade de mimetizar referências positivas. No primeiro turno, apontado nas pesquisas qualitativas como o “candidato dos ricos”, José Serra metamorfoseou-se no pobre “Zé da Moóca”, o “amigo do Lula”. Mas a nova identidade não colou. Até seu mentor FHC chiou: “Serra não é Zé, Serra é Serra!” Então, voltou a ser Serra. É do jogo. Mas, convenhamos, o disfarce deste segundo turno vai além do decoro e do respeito às coisas sabidas e consabidas. Agora, Serra ou Zé ou Serra é “o homem do bem”. E é, convenhamos, demais até para as regras complacentes das fantasias eleitorais.

Adversários e aliados, esquerda e direita, conservadores e progressistas, todo o mundo da política sabe que Serra, Zé ou Serra não cabe no novo figurino.

“Serra é mais feio na alma do que no rosto”, carimbou Ciro Gomes. Integrante do PSDB até 1996, portanto ex-companheiro de viagem do tucano, Ciro já declarou que Serra “não tem escrúpulos” e “passaria com um trator até por cima da mãe”. Acusou-o de ser truculento e de agir destrutivamente. Ele sabe do que fala. A transformação da internet em uma cloaca nazista, plena de ódio, mentira e preconceito serve como ilustração.

Relata a crônica política que sua antiga aliada do PFL, Roseana Sarney, e seus companheiros de PSDB, os ex-ministros Paulo Renato e Pedro Malan e o senador Tasso Jereissati – estes três adversários de Serra na disputa interna do PSDB à sucessão presidencial em 2002 – sabem bem como é amarga a condição de quem se atravessa no caminho do “homem do bem”.

Mas um “homem do bem” precisa ter a coragem de assumir o que faz. Um “homem do bem” precisa dar respostas. E respostas convincentes. Serra, alvo de muitas perguntas, não costuma dá-las.

Precisa explicar, por exemplo, como seu dileto amigo, primo político e ex-sócio, Gregório Marin Preciado, mais conhecido como “Espanhol”, conseguiu reduzir sua dívida no Banco do Brasil – na época de FHC presidente e Serra ministro — de R$ 448 milhões para apenas R$ 4,1 milhões! Menos de 1% do que devia! Quais dos milhões de credores do BB não gostariam de um tratamento vip desses? Mas não é para qualquer bico e sim para bico de tucano…Pelo menos, parece que naqueles tempos era assim.

Precisa explicar porque alojou o mesmo Preciado no conselho de administração do Banespa, banco de todos os paulistas, mais tarde privatizado, segundo o receituário tucano. Não antes do Banespa perder dinheiro grosso em negociações com o dito Preciado.

Precisa explicar como o “Espanhol”, mesmo quebrado, arranjou US$ 3,2 milhões para depositar no exterior, através da conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. Boa parte da bolada favoreceu empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e também de FHC, alvo de vários processos por conta das privatizações da Era Tucana.

Precisa explicar como e porque seu ex-caixa ajudou o querido primo, antigo sócio e sempre amigo Preciado — este sem vintém e devendo ao Banco do Brasil — a comprar três estatais de energia elétrica – Coelba, da Bahia, Cosern, do Rio Grande do Norte, e Celpe, de Pernambuco. Representante da empresa Iberdrola, da Espanha, Preciado conseguiu, sempre com a mão amiga do ex-caixa de Serra, formar o consórcio Guaraniana que arrematou as três empresas estaduais. E tudo em sociedade com o BB. Ou seja, deu-se uma mágica segundo a qual um grande devedor do BB tornou-se sócio do próprio credor para comprar patrimônio público do povo brasileiro!

Precisa explicar porque a maior parte do dinheiro de Preciado trafegou no exterior justamente em anos eleitorais, especialmente em 2002, quando o amigo, sócio e primo Serra disputou a Presidência contra Lula. Foram US$ 1,5 milhão. Mera casualidade? Serra deve explicar.

Precisa explicar porque, junto com o primo e então sócio Preciado, desfez-se às pressas de um imóvel que seria penhorado por dívidas junto ao Banco do Brasil. Teriam praticado aquilo que é conhecido como “fraude pauliana”? Em outras palavras, fraude contra credor, impedindo-o de se ressarcir do dano sofrido?

Precisa explicar como foi exatamente que sua filha e ex-sócia, Verônica Serra, tornou-se também sócia de outra Verônica, esta Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir em Miami. E qual exatamente foi o papel do banco Opportunity, de Dantas, no financiamento da empresa? Dantas que, por outra coincidência, arrematou várias estatais na era de ouro da privataria e, em uma de suas últimas aparições públicas, portava elegantes algemas aplicadas pelo delegado Protógenes Queiroz, da PF.

Precisa explicar porque, durante muitos anos, omitiu das declarações à Justiça Eleitoral sua sociedade com a filha Verônica na ACP Análise da Conjuntura, firma que operava em São Paulo em imóvel do primo, ex-sócio e amigo Preciado. Por quê?

Precisa explicar a penca de empresas de nomes iguais ou similares – como se fosse preciso despistar alguém — abertas por sua ex-sócia e filha, além do genro Alexandre Bourgeois, no Brasil e em paraísos fiscais.

Precisa explicar porque o alto tucanato abriu tantas empresas em paraísos fiscais do Caribe, notadamente no Citco Building, em Road Town, nas Ilhas Virgens Britânicas, e coincidentemente no tempo das privatizações. De onde saiu tanto dinheiro?

Precisa explicar, aliás, onde foi parar mesmo o dinheiro das privatizações?

É árduo senão impossível responder estas perguntas, todas oriundas de reportagens, representações do Ministério Público Federal, ações judiciais e relatórios de CPIs. Perguntar-lhe também tem sido difícil. Não somente pelo compromisso dos donos da mídia com o candidato, mas pela sua recorrente reação às raras questões embaraçosas apresentadas pelos repórteres. O tratamento padrão dado àqueles que dele divergem ou o questionam não ajuda na composição da alegoria de “homem do bem”. As redações sabem que, na pele de Serra ou Zé, a resposta pode ser igualmente brusca e destemperada. Foi assim nesta semana e assim tem sido ao longo de toda a campanha. Mas é um momento jornalisticamente revelador porque o candidato exibe-se inteiro como realmente é: autoritário e prepotente.

O problema de Serra reside em um ponto: a categoria de “homem do bem” não é autoconcedida. Depende dos outros, de seus juízos e de toda uma história de vida e de escolhas. Do que se fez e do que se deixou de fazer. E do que se está fazendo exatamente agora.

Serra pode querer ser, por conveniência, o “homem do bem”. Mas sua biografia diz não.

Brasília Confidencial

Para os que acreditam que não há mais direita


Man Ray - Iron - 1921


Marcelo Carneiro da Cunha
de São Paulo
(...)
A direita descobriu a internet, estimados leitores, e nos encheu de emails sobre o horror do PT e o fim do mundo que o Lula aprontou pra todos nós. Você não recebeu toneladas de mails raivosos e rabugentos nesses tempos e mesmo antes deles? Como se parecem esses mails? Eles não têm sabor de veneno e olhar de predador louco pela sua carcaça? Eles não ficam lhe avisando para se cuidar com tudo que está ali fora? Eles não lhe avisam que o que está ali fora quer terminar com a civilização ocidental e o direito divino dos que sempre tiveram tudo de continuar tendo? Eles não são basicamente contra tudo?
(....)

leia tudo no blog NovaE

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Weslian Roriz e Mônica Serra: lutando pelo direito das mulheres de serem só primeiras-damas.





Cynara Menezes 13 de outubro de 2010 às 10:13h

O levante das Amélias pitbull


Leia a matéria em Carta Capital

Cuecas para astronautas enviadas para os mineiros, pelo Japão



Os underware foram desenvolvidos com agentes antibacterianos para evita mau odor, assaduras etc etc

Retorno do fundo da terra

Brasília Confidencial 13/10/2010

Levantado das profundezas da terra, o mineiro chileno Florencio Ávalos, de 31 anos de idade, voltou à superfície aos 10 minutos desta quarta-feira, ao fim de 69 dias de uma epopéia que partilhou com 32 companheiros, a 622 metros de profundidade, num refúgio da mina de cobre e ouro San José, no norte do Chile. Sobreviventes do desmoronamento da mina, em 5 de agosto, eles sobreviveram também ao confinamento que o acidente lhes impôs no subsolo do território do deserto do Atacama.



Florencio Ávalos, casado, pai de dois filhos, é o capataz da mina e primeiro na hierarquia depois do chefe de turno. Ele não gosta de aparecer e trabalhou gravando a maioria dos vídeos difundidos do interior da mina. Sua habilidade em lidar com situações críticas, a juventude e a experiência de oito anos na mina fez com que ele fosse escolhido para ser o primeiro a subir na cápsula de resgate, chamada Fênix II, onde “viajou” por 15 minutos. Saiu da cápsula de 53 centímetros de diâmetro sob aplausos e gritos usando óculos escuros para proteger os olhos da alta luminosidade após mais de dois meses num ambiente com pouca luz. Abraçou seu filho de 7 anos e sua mulher, Mônica, e cumprimentou o presidente chileno Sebastián Piñera e funcionários do governo. Colocado em uma maca, foi levado ao hospital de campanha montado no local.

O segundo mineiro resgatado é Mario Sepúlveda Espinace. O eletricista saiu da cápsula carregando uma sacola com “presentes” – pedras do fundo da mina que distribuiu aos integrantes da equipe de socorro.

Sepúlveda puxou a “torcida” presente aos gritos de “Chi, Chi, Chile”. Aos 39 anos, casado, pai de dois filhos, ele ficou conhecido como o porta-voz dos confinados nos vídeos transmitidos do fundo da mina.



Juan Illanes foi o terceiro resgatado durante a madrugada.

O último homem a ser retirado é Luis Urzua, 54 anos, o líder dos mineiros. Ele teve participação crucial nos primeiros dias posteriores ao acidente, quando o grupo teve de racionar comida para sobreviver.

Victor Jara - Deja la vida volar

resgate mineiros



Florencio Avalos subindo 23:54h (CBSNews)

(CBSNews)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

mais nwes

https://sites.google.com/site/parrilladasalapuerta/

news

http://www.breakingnews.com/filter/chilean-miners

resgate ao vivo telesur/CBS News




http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

http://www.ustream.tv/cbsnews#utm_campaigne=synclickback&source=http://comunidade.xl.pt/RECORD/blogs/olhosdever/archive/2010/10/12/resgate-dos-mineiros-chilenos-live.aspx&medium=522594

Chat resgate mineiros

Oigo una voz que me llama casi un suspiro Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a



Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río


Kevin Johansen - Mc Guevaras o Che Donalds

What you call love is not truly love - que animação! Maya? 3D? Z-Brush?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Esterni, Interni


Quantos casarões como este, abandonados na cidade. Em Milão voce faz um projeto educacional e/ou artístico e ocupa o imóvel por um determinado tempo. Todos participam na recuperação, restauração: prefeitura, comunidade, profissionais e comerciantes. Recuperado, esse casarão poderia ter a mesma função do que aparece no vídeo abaixo. O grupo de Milão? Esterni. Uma garotada do balacobaco, agitam tudo e todos, com a participação dos imigrantes.


se liga

Dia da criança

è todo dia

Dilma para Serra: “Você tem mil caras”

11/10/2010 Brasilia Confidencial

A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, substituiu ontem o comportamento contido e defensivo que exibiu, predominantemente, nos debates do primeiro turno, por uma reação incisiva à campanha caluniosa e difamatória com que se sente atingida por seu adversário, José Serra (PSDB), e aliados dele. O tucano também se comportou mais agressivamente. Ele aproveitou algumas oportunidades para acusar a petista de exibir “duas caras” – por manifestar supostas posições contraditórias – enquanto Dilma o acusou repetidamente de ter mil caras.

“Você não é o cara. Você tem mil caras”, insistiu a candidata durante o primeiro debate do segundo turno, realizado à noite passada pela Rede Bandeirantes.

Dilma atacou Serra desde sua primeira intervenção declarando-se vítima de calúnias, mentiras e difamações.

“Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa, a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera correta essa forma de fazer campanha que usa o submundo?”, cobrou a petista já na primeira pergunta que dirigiu ao adversário.

Serra respondeu que se solidariza com “quem é vitima de ataques pessoais”, declarou-se vítima e insinuou que Dilma tem a ver com ataques que são dirigidos a ele na internet.

. “Blogs com seu nome. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas”.

Dilma acusou a mulher de Serra, Monica, de usar o tema do aborto para caluniá-la.

“Sua esposa, Monica Serra, eu vou dizer o que ela falou: a Dilma é a favor da morte de criancinhas. Isso é um absurdo”, disse a petista no segundo bloco. No início do programa, já havia tocado no assunto.

“Acho gravíssima a fala da sua senhora”.

Serra não respondeu em nenhum dos dois momentos.

A petista se declarou “indignada” diante da acusação de que o escândalo da Casa Civil tivesse relação com a sua campanha, e perguntou a Serra por que ele não investiga o caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal paulista Dersa e responsável pelo Rodoanel, que sumiu com cerca de R$ 4 milhões que arrecadou na campanha do tucano. Também sobre este assunto, José Serra, provocado duas vezes, não se manifestou.

A presidenciável do PT recomendou a seu adversário que tome cuidado para não ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

“Você tem que ter cuidado para não ter mil caras. A última calúnia era que minha campanha estava envolvida na quebra de sigilo fiscal da Receita. Hoje você é réu pelo crime de injúria e difamação. Se cuida, porque pode estar dando os primeiros passos na questão da Ficha Limpa”, afirmou Dilma em referência à decisão, adotada pela Justiça do Rio Grande do Sul na semana passada, de instaurar processo contra Serra.

Na fase de confronto direto, que evitaram nos debates de primeiro turno, Dilma e Serra atacaram e contra-atacaram com várias referências ao governo federal, mas quase nenhuma ao presidente Lula.

Chegança

Reza - Edu Lobo

Paulo Villagio Vinicius e Toquinho 1972

Inocente útil II


http://desciclo.pedia.ws/wiki/Ficheiro:Caminhao_charrete.jpg

Inocente útil

domingo, 10 de outubro de 2010

Debate 2 turno: Plínio no Twitter




Que bárbaro a disposição dele em utilizar dos tools da rede.

Show V.I.T.R.I.O.L. - Osvaldo borgeZ

Olá
Para relembrar...
"... Vou de braço com minha viola
e apuro meu canto, boa companhia.
Pé de valsa, tamanco me calça,
me leva a meu povo, minha estrela guia..."

Vem celebrar comigo a estreia do meu Show V.I.T.R.I.O.L. no Centro Cultural Rio Verde dia 17.10 às 15h!?
Ficarei muito feliz com sua presença... e se puder ajudar a divulgar, também muito grato.
Teremos lista amiga de R$ 10,00, com consumo à parte. Basta informar na entrada e me entregar a comanda pra eu assinar.
O Arte & Brunch é um evento para toda a família, dá pra levar as crianças.
Todas as informações estão no Serviço abaixo.
Viva N. Sra. Aparecida! Viva as crianças - a do coração também!
Gratidão.
Luz!
OZ

SERVIÇO:
Centro Cultural Rio Verde apresenta "Arte&Brunch"
contação de histórias com Tecka Mattoso e Cia. da Estrela
música com grupo Oliveira
música com V.I.T.R.I.O.L. - Osvaldo borgeZ [OZ] e banda - 15h http://www.myspace.com/osvaldoborgezoz
ao sabor do delicioso Brunch da Tia Amélia
Data: domingo, 17.10.2010
Hora: 10:30 às 16:00h
Local: Centro Cultural Rio Verde
Endereço: Rua Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena
Informações: 3459-5321 / http://www.centroculturalrioverde.com.br/site/
Entrada antecipada até dia 15.10 no Centro Cultural Rio Verde ou com Mario (11) 7897-7321
R$ 25 com direito a Combo Brunch
Entrada no dia:
R$ 15 couvert artístico
R$ 20 Combo Brunch

--
Osvaldo borgeZ (OZ)
Terapeuta Corporal
Cantor e compositor
11 9325-2799
myspace.com/osvaldoborgezoz

Κάθαρσις

"kátharsis"




Aristóteles , sobre a catarse, dizia que quando a comunidade assistia, no teatro, a uma tragédia, ela se via refletida nas paixões levadas ao extremo e o efeito era a comunidade refletir e depurar-se. Absurdo o pedido de proibição das obras de Gil Vicente.

O que falariam então sobre a obra de Grosz?



E os caras que queriam a proibição são acadêmicos!!!! sabem latim, leram todos os filósofos!

Imaginaram o escândalo de uma exposição de Milo Manara, não sobre a sensualidade a que estamos acostumados nas propagandas de cerveja, mas no erotismo "sacro"? Ainda não estamos preparados pra tanta coisa. Credo.

site oficial Milo Manara

O que falta é imprensa - 07/09/2010 - Brasília Confidencial

AYRTON CENTENO

O Brasil inteiro foi martelado, nas últimas semanas, por nomes como Atella, Adeilda, Ademir e outros menos citados, todos em meio aos seus 15 minutos de fama, engolfados pelo episódio da quebra de sigilo de notáveis do PSDB e da filha do candidato José Serra. Dia e noite alimentam o tropel dos jornalões e TVs. Mas o Brasil pouco sabe do sargento César Rodrigues de Carvalho. Ele não serve a uma campanha, mas deveria, ao menos, servir ao jornalismo. Até isso, porém, tem lhe sido ofertado com parcimônia. Carvalho promete uma história e tanto, mas a mídia nacional faz de conta que ele não existe.

Professores e pesquisadores de Filosofia lançam manifesto pró-Dilma



Um grupo de professores e pesquisadores de Filosofia, de várias universidades do Brasil, decidiu lançar um manifesto em apoio à candidatura de Dilma Rousseff para a Presidência da República. "Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos", diz o texto. Os professores e pesquisadores de Filosofia também manifestam preocupação com a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial.
(...)
Devido a vários pedidos de pessoas sem vínculo institucional na área da filosofia, a equipe que elaborou o manifesto de professores e pesquisadores de Filosofia em apoio à candidatura de Dilma Rousseff decidiu criar uma petição “universal”, com o objetivo de permitir que qualquer indivíduo apóie o manifesto original.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17035&editoria_id=4

Tarso Genro_CartaMaior



Texto da entrevista: Carta Maior

Ausência de pluralismo: a falta de um jornal popular - Copyleft


Carta Maior

Décadas atrás, o escritor Monteiro Lobato, aflito com a incultura e particularmente com contingente de iletrados, solicitou aos donos de "O Estado de S.Paulo" que o jornal fosse utilizado na luta para vencer o vergonhoso quadro de milhões e milhões de analfabetos no país. Após muito pensar, um dos proprietários respondeu ao criador do Sítio do Pica-pau Amarelo, provavelmente com o mesmo tom com que hoje condenam o voto dos pobres a uma espécie de sub-voto: “Ô Lobato, mas se todo mundo aprender a ler...quem é que vai pegar no cabo da enxada”. A proposta de Monteiro Lobato foi recusada. O pluralismo da psicanalista Kell, condenado. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

A demissão da psicanalista Maria Rita Kell do corpo de colaboradores do Jornal “O Estado de São Paulo” reacende a incontornável discussão sobre a ausência de pluralismo na imprensa brasileira de grande circulação, em clara ofensa ao disposto no capítulo da Comunicação Social da Constituição Federal. Kell afirma ter sido demitida por “delito de opinião” após ter escrito artigo em que denuncia o esforço de desqualificação dos votos das camadas mais pobres da população.

Até mesmo argumentos utilizados na eleição passada pelo conhecido sociólogo Hélio Jaguaribe indicando que os votos que elegeram Lula possuíam um significado inferior em relação aos votos do candidato derrotado, estes sim, e só estes, como que por encanto, dotados de uma dimensão de nação, constavam o artigo que causou a demissão. Por desdobramento, o presidente Lula que promoveu recuperação significativa do salário mínimo, expandiu a classe média, reduziu robustamente os milhões de famintos, recupera a Petrobrás e a indústria naval, sob reconhecimento internacional expressivo, não teria sido eleito - segundo esta teoria esdrúxula - por votos com plena legitimidade.

Democracia X “democracia”
Mais surpreendente do que ver quem se encontra entre os insinuadores de tal interpretação que, por paralelo, remonta aos critérios da eleição a “bico de pena”, é a a assustadora complementaridade e identidade que estes conceitos possuem com a nova “teoria da democracia” exalada pela Casa Branca, segundo a qual, não basta que um governo seja eleito pelo voto democrático para conferir-lhe legitimidade. Para o novo critério de democracia que vem do norte, depende de como estes governos eleitos governem ou qual concepção de democracia apliquem para serem, em definitivo, considerados ou não democráticos.

Os exemplos estão por aí. Se um governo decide assumir plena soberania sobre o seu território, como o governo do Equador, que recuperou o controle sobre a Base Militar de Manta, antes administrada por contingentes norte-americanos, este comportamento não permite que lhe seja conferido o rótulo de democrático. Ou quando um governo eleito democraticamente pelo voto direto - o que não ocorre nos EUA - decide nacionalizar suas fontes de recursos naturais, como o faz o governo da Bolívia, isso também configuraria comportamento não democrático, coincidentemente, por contrariar os interesses vitais de empresas norte-americanas em várias partes do mundo.

O modelo de representação política dos EUA, mesmo com históricos altos graus de abstenção, de cadastros eleitorais em que se fazem assepsia dos eleitores negros, pobres, asiáticos e ex-presidiários, da bilionária dependência de esquemas financeiros para que alguém seja candidato e do impenetrável controle de uma mídia dominada por anunciantes vinculados à indústria bélica, nada disso pode ser questionado do ponto de vista democrático. Nem mesmo o histórico de vinculações da Casa Branca na supressão dos regimes democráticos em várias partes do mundo ao longo de décadas. Lá sim, existiria o modelo de democracia.

O voto de pobre vale menos?
A psicanalista Maria Rita Kell ousou revelar murmúrios indignados que podem estar povoando os ambientes das oligarquias midiáticas diante da impossibilidade de impedir que herdeiros ex-escravos possam exercer seu direito a voto. Sobretudo depois de estarem gradativamente recuperando o seu direito de trabalhar com carteira assinada, de serem reconhecidos pelo estado por meio de um programa social que lhes retira e aos seus filhos do corredor da pena de morte pela fome. O Brasil acaba de ser reconhecido pela FAO com um dos países que mais contribuem na atualidade para a redução da fome. Mas, do lado de cá, sociólogos, um tanto envergonhados é bem verdade, querem insinuar que os votos destes que escapam da pena de morte da fome não teriam legitimidade. E quem revela este pensamento merece a pura e simples sentença da demissão. Decidida no mesmo ambiente em que floresceu e germinou com desenvoltura a discricionária e cruel idéia de um ex-diretor do jornal mencionado, que sentiu-se no direito de matar uma jovem jornalista porque, afinal, ela teria cometido a gravíssima falta de pretender.....terminar o namoro.

Monteiro Lobato desprezado
Quando o senador Suplicy sobe à tribuna e solicita à direção do centenário jornal que reverta a demissão de Kell - que para nossa sorte não corre risco de vida e poderá nos iluminar com novas análises corajosas se encontrar espaços de publicação - embora bem intencionado, pode ser que não conheça episódio marcante da história deste diário. Décadas atrás, o escritor Monteiro Lobato, aflito com a incultura e particularmente com contingente de iletrados, solicita aos donos deste diário que o veículo fosse utilizado de modo militante e compromissado na luta para vencer o vergonhoso quadro de milhões e milhões de analfabetos no país. Após muito pensar, um dos proprietários responde ao criador do Sítio do Pica-pau Amarelo, provavelmente com o mesmo tom com que hoje condenam o voto dos pobres a uma espécie de sub-voto: “Ô Lobato, mas se todo mundo aprender a ler...quem é que vai pegar no cabo da enxada”. A proposta de Monteiro Lobato foi recusada. O pluralismo da psicanalista Kell, condenado. Veremos o que ocorrerá com relação à solicitação do senador.....

Apesar da evidente ausência de pluralismo na mídia brasileira, de sua crônica incapacidade para cumprir minimamente a Constituição Federal, do indevassável controle de algumas poucas famílias sobre a indústria da informação no Brasil, ainda assim, há gente que se preocupa não com este controle já existente do mercado cartelizado sobre os veículos de comunicação, mas com uma mera proposta de regulamentação da Constituição, colocando-a em sintonia com a tendência mundial que registra regulação crescente da comunicação como único caminho para assegurar-lhe pluralismo, diversidade, bem como caráter educativo, civilizatório e informativo nos seus conteúdos.

Comunicação é estratégica
O problema , no entanto, é que anos e anos de alerta e argumentação junto aos segmentos progressistas para que considerem a comunicação como algo estratégico, parece surtir pouco efeito organizativo. Só eventualmente, em momentos decisivos da política, este debate retorna ao cenário central da conjuntura, mas , quase sempre, limitado à reclamação indignada que, embora justa, termina por não colocar na mesa das iniciativas centrais das políticas progressistas, a necessidade de se construir alternativas concretas.

Será que um partido como o PT, com capacidade de alcançar a presidência da república galvanizando a simpatia e a adesão de fatias expressivas da sociedade brasileira, mesmo ainda com uma curta existência na cena política, não teria condições de organizar, criar, fundar, um jornal de cunho popular, de grande circulação, com capacidade, aí sim, de promover o verdadeiro pluralismo informativo, já que a queixa, a bronca, a reclamação sobre a falta deste atributo cidadão junto aos oligarcas da mídia tem se mostrado reiteradamente frustrante?

Publicaram que o Brasil não tinha petróleo
Tantas vezes muitos de nós já escrevemos e reiteramos aqui mesmo e em outras tribunas sobre o que representou o jornal Última Hora, criado sob estímulo de Vargas, ele mesmo alvo de intensa campanha de desmoralização e destruição de imagem, na época intitulada “mar de lama”. Com a imensa popularidade que possuía, seja por ter criado a Petrobrás, o salário mínimo, os direitos trabalhistas, a licença maternidade, a siderúrgica de Volta Redonda, a Rádio Nacional, a Rádio Mauá, o Instituto Nacional do Cinema Educativo, o BNDES, etc, Vargas percebia que se dependesse da imprensa da época, o Brasil nunca teria petróleo, o salário mínimo e os direitos trabalhistas não passavam de privilégios descabidos, que a única linha editorial verdadeira e aceitável era a deposição do presidente. Ou seja, será que magnatas da comunicação que chegaram ao ponto de bradar o Brasil não possuía petróleo, podem ser sensibilizados e corrigir-se? O argumento ainda é válido para hoje. Como disse Giordano Bruno quando as fogueiras da Inquisição estavam sendo acesas “Que ingenuidade a minha, pedir ao poder para reformar o poder”

Hora de recriar um jornal popular
Será que as forças progressistas não devem pretender construir seus próprios meios de comunicação? Assim como o PT já revisou grande parte dos preconceitos que tinha contra Vargas e também quanto à política de alianças, não terá também chegada a hora de revisar uma linha política segundo a qual jornais de partido ou de segmentos não se justificam mais na política moderna e que o recomendável é a interlocução por meio da própria mídia dos grandes capitalistas? A julgar pelo tom indignado e os exemplos que o presidente Lula apresenta contra a manipulação desinformativa sobre a sua gestão e sobre sua candidata, talvez tenha chegado o momento de se usar o imenso capital de popularidade para organização de um jornal popular, nacionalista, de circulação diária, massiva. E, além disso, amparado em uma Fundação para o Jornalismo Público, dotada de uma faculdade capaz de gerar uma nova linguagem jornalística, para abrir uma nova cultura de jornalismo condizente com os novos tempos vividos pelo país. Um tempo em que milhões e milhões saem dos grotões físicos e sociais, iniciam-se no exercício de certos direitos e no consumo de bens indispensáveis, mas não dispõem ainda do direito de ler um jornal que retrate a marcha das mudanças que o Brasil está experimentando e da própria mudança que suas vidas vem registrando, sob o ponto de vista civilizatório.

Sinais de mudança no jornalismo no mundo
Basta que olhemos com mais atenção o mundo. Registra-se tendência de regulação no campo das comunicações para assegurar a diversidade, a pluralidade, o humanismo e o padrão civilizatório desta indústria. E se olharmos mais em volta de nós, perceberíamos vários países com um grau de pluralismo jornalístico invejável diante do monolitismo estreito e hostil às mudanças que vivenciamos na sociedade brasileira. Na Argentina, há o jornal “Página 12”; no México , há o diário “La Jornada”; na Bolívia, ainda não completou um ano de vida o jornal “Cambio”, mas já é o recordista de vendagem, junto com o tradicional “La Razón”, que tem 70 anos de vida e, por fim, nasceu o “Correo del Orinoco”, do qual foi redator o brasileiro Abreu e Lima, que lutou junto a Bolívar na Independência frente ao imperialismo espanhol.

Toda vez que nos indignarmos com os fartos e incorrigíveis exemplos de jornalismo precário da imprensa brasileiro, será que não deveríamos também, para além da crítica, nos perguntar sinceramente por que não criamos o nosso próprio jornal popular? Não seria essa a crítica mais conseqüente a esta torrente de facciosismo que estamos a enfrentar? Na história do jornal Última Hora está uma parte das respostas.

Tá chegando o verão...

muita hidratação, pouca inundação.
Assim falou o Guru Ananda Varanda

Essa gente não pode voltar!



pescado do Escrevinhador

NEUTRALIDADE TEM LADO DATAFOLHA: DILMA 54% X SERRA 46%

51% dos eleitores de Marina já declaram voto em Serra --o que explica o avanço maior do tucano em relação ao 1º turno; 22% preferem Dilma e 18% estão na coluna dos indecisos. Possivelmente esses 18% representem o cacife eleitoral efetivo de Marina; a uma decisão sua, podem decidir a disputa entre a candidata de Lula e o representante da coalizão demotucana. Marina quer tempo para pensar. Enquanto pensa, a direita e a extrema direita avançam agressivamente com o dispositivo midiático e religioso a sua disposição. Marina pode optar pela neutralidade. A neutralidade não para o relógio da história. Com o estreitamento das diferenças, a neutralidade pode decidir a eleição a favor da direita. Mesmo sem escolher, Marina terá escolhido então um lado. Esse é o jogo, Marina; e o segundo tempo já está sendo jogado.
(Carta Maior; 10-10)

Deus Vult! (*)



colagem de basicregisters sobre obra de Hieronymus Bosch


(*):Deus Vult era o mote que a multidão insana proclamava por toda Europa depois do Concílio de Placência de 1095. Na sua ignorãncia achavam que qualquer cidade de maior porte era Jerusalém e matavam e saqueavam todo mundo. In nomine Dei tibi ignosco


O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo (Carta Maior)

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir. Ciro Gomes disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. O Brasil precisa que se faça esse debate.Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país. Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida. O artigo é de Rodrigo Vianna.

Rodrigo Vianna - O Escrevinhador

Texto publicado originalmente no blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.

É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”

O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.

O Brasil precisa, também, comparar os resultados econômicos e sociais de FHC e Lula. Mas precisa de politização, precisa que se enfrente o pensamento conservador.

Essa é uma hora boa para desmascarar a intolerância religiosa.

Aliás, é preciso tomar cuidado ao associar “evangélicos”, apenas, a esse discurso intolerante. Não. Os ataques mais coordenados e mais perigosos partem da Igreja Católica.

É preciso – com muito cuidado e respeito pelos milhares de católicos e evangélicos que praticam a religião apenas para confortar suas almas, e para difundir o amor ao próximo – lembrar que já houve um tempo em que a religião mandava na política.

No Brasil Colonial, tivemos a Inquisição católica a prender, torturar e executar. A intolerância religiosa já matou muito – no mundo inteiro. Aprendemos isso na escola, ou deveríamos aprender (quem não se lembra da “Noite de São Bartolomeu” ,na França, pode ler algo aqui).

Já que Serra quer travar esse debate, devemos pendurar o guiso no gato, e perguntar se o que ele quer é um Estado teocrático. É isso?

Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.

Na Espanha, esse debate é travado nas eleições. O PP (partido conservador) tem uma parceria muito próxima com a Opus Dei e com o catolicismo mais reacionário. O PSOE (social-democrata) não tem medo de assumir a defesa de um Estado laico – respeitando as práticas religiosas.

O PSOE ganhou eleição prometendo união civil de homossexuais. A direita católica do PP realizou marchas com quase um milhão de pessoas, contra essa plataforma. Levou bispos e padres (de batina e tudo) para as ruas. O PP tentou intimidar o PSOE. O que fez a centro-esquerda? Travou o debate, resistiu, deu uma banana para o terrorismo religioso. E ganhou.

É preciso ter coragem.

O círculo da direita se fecha: ela tem as igrejas (algumas), ela tem a velha mídia, ela tem a prática da intolerância.

“A ideologia da direita é o medo”, já nos ensinava Simone de Beauvoir.

A intolerância e o medo é que levaram o “Estadão” (que, diga-se, abre espaços para a Opus Dei) a demitir Maria Rita Kehl por ter escrito um artigo que contraria a linha oficial de “somos Serra até a morte”.

Nas redações, não há espaço para dissenso. Quem levanta a cabeça tem a cabeça cortada.

“Folha” (que censura blogs), “Estadão” (que demite colunista), “Veja” (com seu esgoto jornalístico a céu aberto) e “Globo” (sob comando de Ali “não somos racistas” Kamel) são a armada a serviço desse contra-ataque conservador. Isso já está claro há muito tempo. Mas Lula parece ter minimizado essa articulação, e acreditado que enfrentaria tudo no gogó – sem politizar o debate. Não deu certo. É preciso enfrentamento, politização.

Esse é um combate que merecer ser travado. Para ganhar ou perder. E acho que temos toda chance de ganhar.

Até porque, se Serra ganhar com esse discurso de ódio, e com esses apoios (panfletos da TFP, reuniões no Clube Militar, pregação e intolerância religiosas), o país (empresários, trabalhadores, classe média) precisa saber que teremos uma nação conflagrada durante 4 anos.

Não dá pra fazer de conta que isso não está acontecendo.

Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida, como fazem os espanhóis e como fez o Ciro Gomes.

Com coragem.

Geografia apocalíptica



o mundo depois do apocalipse de 2012 vai ficar assim,e tem gente que cria isso. e eu posto hahaha!

sábado, 9 de outubro de 2010

Resgate mineiros Cile

http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

Mario Quintana

Aprecio no blog Vivendo Porto Alegre, as fotos do centro mario Quintana postadas dia 29 passado.
Ai, aquele tom de rosa das paredes, o sol iluminando em diagonal dois andares com varandas de passagem.

Pedindoajuda a oswald de Andrade:

Não permita Deus que eu morra
Sem que passe por lá

Frase que ouvi hoje

Não sou um cidadão, sou apenas um contribuinte.

O programa brasileiro Bolsa Família ganha o mundo

Os bons resultados do Bolsa Família levam vários países a pedir a ajuda ao Brasil para implantar programas similares ao brasileiro.

Dá pra fazer sem desmatar, eu acho



MELBOURNE, Australia, Oct 4, 2010 (IPS) - Proponents of renewable energy say that a planned large-scale solar power plant in Australia’s northern Victoria state, which will produce enough output to provide electricity to 60,000 homes, is just a fraction of what could be achieved if federal and state governments were fully committed to harnessing solar energy.

cop10



O Ministério do Meio Ambiente levará propostas para o debate sobre o Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica – CBD, com resultados projetados para 2020. As propostas foram discutidas em plenária nacional ocorrida nos dias 16 e 17 de setembro, e reuniu 67 representantes de movimentos e organizações sociais.
A COP-10 terá como um dos principais itens da agenda a aprovação do regime internacional de acesso a recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais a eles associados, bem como a repartição de benefícios oriundos da exploração comercial destes ativos. A MOP-5 dará destaque ao tema dos organismos geneticamente modificados (manuseio, transporte, embalagem e identificação), além da aprovação do adendo ao Protocolo de Cartagena sobre responsabilidade e compensação.

Apesar das metas estabelecidas pelas partes não terem sido atingidas, relatório das Nações Unidas destaca a liderança do Brasil na criação de áreas protegidas, considerada um dos principais instrumentos na conservação da biodiversidade. Segundo o relatório, cerca de 75% dos 700 mil km2 de unidades de conservação criados em todo o planeta desde 2003 estão no Brasil.
O estudo também reconhece o recente avanço no combate ao desmatamento na Amazônia brasileira, que em 2009 atingiu o nível mais baixo dos últimos 20 anos. Em 2009, as imagens de satélite analisadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) verificaram o desmatamento de uma área de cerca de 7 mil km2 na região, uma redução de 74% em relação aos níveis registrados em 2004. O avanço é resultado de uma série de políticas integradas que combinam monitoramento por satélite, ações de fiscalização, criação de unidades de conservação, estímulo a atividades sustentáveis e engajamento do setor privado e sociedade civil. Para 2010, a expectativa é que a redução do desmatamento seja ainda maior.

Site oficial COP10 MOP5 (pode ser feita inscrição para acompanhar debates pela rede)
http://www.cbd.int/cop10/

Mind Games



Mind Games

Salmos desafinados




Ho fatto scalo a grado
la domenica di Pasqua
gente per le strade
correva andando a messa.
L'aria carica d'incenso
alle pareti le stazioni del calvario
gente fintamente assorta
che aspettava la redenzione dei peccati.
Agnus dei qui tollis peccata
mundi miserere
dona eis requiem.
Il mio stile è vecchio
come la casa di Tiziano a Pieve di Cadore
nel mio sangue non c'è acqua
ma fiele che ti potrà guarire.
Ci si illumina d'immenso
mostrando un poco la lingua
al prete che dà l'ostia
ci si sente in paradiso cantando dei salmi un poco stonati.
Agnus dei qui tollis peccata
mundi miserere
dona eis requiem.



Fiz uma escala em Grado
No domingo de Páscoa
Gente pela estrada
Corria andando à missa
O ar carregado de incenso
Nas paredes as Estações do Calvário
Pessoas fingidamente absortas
Que esperavam, a redenção dos pecados
Agnus dei qui tollis peccata
mundi miserere
dona eis requiem.
O meu estilo é velho
Como a casa de Tiziano em Pieve di Cadore
No meu sangue não tem água
Mas acredite que poderá te curar
Nos iluminamos do imenso
Mostrando um pouco a língua
Ao padre que dá a hóstia
Nos sentimos no paraíso cantando salmos desafinados
Agnus dei qui tollis peccata
mundi miserere
dona eis requiem.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Competência e simplicidade

Faltou o Nhac...




Na propaganda a menina NHAC nas informações. E olha que é dos anos 80, sem twitter, sem youtube, veiculada só na TV. Foi um sucesso.

Não teria sido o sucesso que foi se a menininha tivesse ficado sentada na cadeirinha de diretor, apenas.

Pesquisa 2 turno

Conversando com as pessoas aqui no meu bairro.