Primo Levi
“Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem” B.Brecht
"Politicians should read science fiction, not westerns and detective stories." - Arthur C. Clarke
Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief (Billie Holiday)
Ai que preguica! (Macunaima)
No creo en la eternidad de las peleas
Y en las recetas de la felicidad (John Drexler, Mercedes Sosa)
Na aula de hoje: Todo vice é um Kinder Ovo; vem com uma surpresa dentro.
sábado, 16 de outubro de 2010
Rodo cotidiano
comia solta
subia a manga
amarrotada social
no calor alumínio
nem caneta nem papel
uma idéia fugia
era o rodo cotidiano
era o Rodo cotidiano
0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma quentinha abafada
meu troco é pouco
é quase nada
meu troco é pouco
é quase nada
Não se anda por onde gosta
mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta
ela some, ela no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal
Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que entorta as ruas
da minhoca de metal
como um Concorde apressado
cheio de força
voa, voa mais pesado que o ar
e o avião, o avião, o avião
do trabalhador
0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma vidinha abafada
meu troco é pouco
é quase nada
meu troco é pouco
é quase nada
Não se anda por onde gosta
mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta
ela some no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal
Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que entorta as ruas
da minhoca de metal que entorta as ruas
como um Concorde apressado
cheio de força
Voa ,voa mais pesado que o ar
e o avião, o avião, o avião
do trabalhador
UÔ Ô Ô Ô Ô My Brother
Boato na rede é crime! Quem espalha pode ter até a prisão preventiva decretada
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (http://www.tse.gov.br/eje/html/info_eleicoes7.html), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.
Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del2848compilado.htm), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.
Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@pgr.mpf.gov.br) e para a Polícia Federal (http://www.safernet.org.br/site/), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.
Dilma divulga carta a religiosos para “deter sórdida campanha de calúnias”
“Espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião”, escreveu a candidata.
Segundo Dilma, a carta será dirigida a pastores e líderes evangélicos, mas poderá ser aplicada para todas as outras religiões.
“A carta servirá para que a verdade triunfe”, declarou Dilma em entrevista.
No documento, a petista se compromete a não propor nenhuma alteração na legislação atual sobre o aborto, caso seja eleita presidente da República.
“Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais”, afirma a presidenciável Dilma na carta. E continua:
“Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de cada religião no país”.
Sobre o Projeto de Lei Complementar 122, em tramitação no Senado, e que trata, entre outras medidas, do casamento de homossexuais, Dilma afirma que “será sancionado, no meu futuro governo, nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil.”
Lula: “Não podemos permitir que o Brasil desça serra abaixo”
16/10/2010
Pastores e padres abriram ontem à noite com discursos, orações e canções o comício da campanha de Dilma Rousseff em São Miguel Paulista, na zona leste da cidade de São Paulo. Num dos pronunciamentos mais fortes em favor da candidata petista, o padre Júlio Lancelotti afirmou que a presença de religiosos no comício era para afastar o demônio da calúnia e da difamação.
“A palavra de Deus não pode ser usada embutida em boatos, em calúnias, em difamação. A presença dos padres e bispos é para afastar o demônio da calúnia e da difamação, o demônio que não constrói. O povo precisa ter liberdade de escolha. Deus nos fez livres, não com cabrestos”, discursou.
O presidente Lula também acusou os adversários de mentir e difamar a candidata do PT.
“É uma vergonha a campanha do nosso adversário em ataque à companheira Dilma Rousseff. É uma vergonha o preconceito contra a mulher. É uma vergonha os ataques e o preconceito contra a Dilma na internet. Estão mentindo e difamando, na perspectiva de que as pessoas acreditem nas mentiras e eles ganhem as eleições”, atacou.
Aumentando o tom da crítica, o presidente acusou a campanha tucana de demonstrar falta de caráter e de hombridade ao recorrer a ataques de natureza religiosa.
“É falta de caráter e de hombridade das pessoas que tentam abusar da boa-fé do povo”.
Lula aproveitou para fazer um trocadilho com o nome do candidato José Serra:
“Nós que trabalhamos para que o Brasil subisse ladeira acima, não podemos permitir que nas eleições o Brasil desça serra abaixo”.
Usando tom menos agressivo do que o do presidente, Dilma voltou a sugerir que José Serra, se eleito, vai privatizar os campos do pré-sal.
“Querem privatizar o pré-sal. Para quem querem privatizar o pré-sal? Querem entregar para as empresas estrangeiras. Vamos dizer um grande não para a privatização do pré-sal. Naaaão!”, gritou Dilma ao lado de um dirigente da Federação Única dos Petroleiros.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
“Vídeo bomba” mostra o que está em jogo no segundo turno
Não seria nada mal se eleitores e eleitoras dedicassem alguns minutos de seus dias para conversar um pouco sobre o assunto exibido em um pequeno vídeo que fala sobre o presente e o futuro do país. Considerando a quantidade de baixarias que circula na internet e fora dela, esse vídeo é, como gosta de dizer nossa imprensa, uma bomba. Feita para pensar.
youtube
Carta Maior
A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl
Em entrevista a CartaCapital, a psicanalista responsabiliza Serra pelo nível do debate eleitoral, fala de aborto e corrupção.
O fim da coluna da psicanalista Maria Rita Kehl no O Estado de S.Paulo foi um dos assuntos da semana, em particular na internet. Seu artigo “Dois Pesos” foi pesado demais para os donos do diário paulista. Neste espaço, publicamos vários artigos a respeito. A repercussão enorme gerou até um abaixo-assinado que corre pela rede em sua defesa. Passado o impacto, Rita Kehl conversou com CartaCapital a respeito das eleições presidenciais, que ela acompanha de perto, com o olhar da profissional conceituada em sua área e também com a visão de cidadã e jornalista, carreira que seguiu nos tempos da ditadura. Ela se diz escandalizada com os temas que tomaram conta do debate eleitoral e responsabilizou a campanha do PSDB por isso.
Carta Capital
Transparência: nem sempre esclarece
Stephin Merritt The Man Of A Million Faces

assista video
In the darkness she embraces
The man of a million faces
Soon on backstreets she paces
Freezing in flimsy laces
Quite the psychiatric case
Is the man of a million faces
Wielder of flails and mases
Veteran of high-speed chases
Not a single victim places
The man of a million faces
No one knows what his race is
No sin or crime disgraces
The man of a million faces
Quando a biografia diz não
15/10/2010
Campanha eleitoral tem mil e uma utilidades. Uma delas é mostrar o que é transformado no que não é. Para isso, serve-se o candidato de sua capacidade de mimetizar referências positivas. No primeiro turno, apontado nas pesquisas qualitativas como o “candidato dos ricos”, José Serra metamorfoseou-se no pobre “Zé da Moóca”, o “amigo do Lula”. Mas a nova identidade não colou. Até seu mentor FHC chiou: “Serra não é Zé, Serra é Serra!” Então, voltou a ser Serra. É do jogo. Mas, convenhamos, o disfarce deste segundo turno vai além do decoro e do respeito às coisas sabidas e consabidas. Agora, Serra ou Zé ou Serra é “o homem do bem”. E é, convenhamos, demais até para as regras complacentes das fantasias eleitorais.
Adversários e aliados, esquerda e direita, conservadores e progressistas, todo o mundo da política sabe que Serra, Zé ou Serra não cabe no novo figurino.
“Serra é mais feio na alma do que no rosto”, carimbou Ciro Gomes. Integrante do PSDB até 1996, portanto ex-companheiro de viagem do tucano, Ciro já declarou que Serra “não tem escrúpulos” e “passaria com um trator até por cima da mãe”. Acusou-o de ser truculento e de agir destrutivamente. Ele sabe do que fala. A transformação da internet em uma cloaca nazista, plena de ódio, mentira e preconceito serve como ilustração.
Relata a crônica política que sua antiga aliada do PFL, Roseana Sarney, e seus companheiros de PSDB, os ex-ministros Paulo Renato e Pedro Malan e o senador Tasso Jereissati – estes três adversários de Serra na disputa interna do PSDB à sucessão presidencial em 2002 – sabem bem como é amarga a condição de quem se atravessa no caminho do “homem do bem”.
Mas um “homem do bem” precisa ter a coragem de assumir o que faz. Um “homem do bem” precisa dar respostas. E respostas convincentes. Serra, alvo de muitas perguntas, não costuma dá-las.
Precisa explicar, por exemplo, como seu dileto amigo, primo político e ex-sócio, Gregório Marin Preciado, mais conhecido como “Espanhol”, conseguiu reduzir sua dívida no Banco do Brasil – na época de FHC presidente e Serra ministro — de R$ 448 milhões para apenas R$ 4,1 milhões! Menos de 1% do que devia! Quais dos milhões de credores do BB não gostariam de um tratamento vip desses? Mas não é para qualquer bico e sim para bico de tucano…Pelo menos, parece que naqueles tempos era assim.
Precisa explicar porque alojou o mesmo Preciado no conselho de administração do Banespa, banco de todos os paulistas, mais tarde privatizado, segundo o receituário tucano. Não antes do Banespa perder dinheiro grosso em negociações com o dito Preciado.
Precisa explicar como o “Espanhol”, mesmo quebrado, arranjou US$ 3,2 milhões para depositar no exterior, através da conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. Boa parte da bolada favoreceu empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e também de FHC, alvo de vários processos por conta das privatizações da Era Tucana.
Precisa explicar como e porque seu ex-caixa ajudou o querido primo, antigo sócio e sempre amigo Preciado — este sem vintém e devendo ao Banco do Brasil — a comprar três estatais de energia elétrica – Coelba, da Bahia, Cosern, do Rio Grande do Norte, e Celpe, de Pernambuco. Representante da empresa Iberdrola, da Espanha, Preciado conseguiu, sempre com a mão amiga do ex-caixa de Serra, formar o consórcio Guaraniana que arrematou as três empresas estaduais. E tudo em sociedade com o BB. Ou seja, deu-se uma mágica segundo a qual um grande devedor do BB tornou-se sócio do próprio credor para comprar patrimônio público do povo brasileiro!
Precisa explicar porque a maior parte do dinheiro de Preciado trafegou no exterior justamente em anos eleitorais, especialmente em 2002, quando o amigo, sócio e primo Serra disputou a Presidência contra Lula. Foram US$ 1,5 milhão. Mera casualidade? Serra deve explicar.
Precisa explicar porque, junto com o primo e então sócio Preciado, desfez-se às pressas de um imóvel que seria penhorado por dívidas junto ao Banco do Brasil. Teriam praticado aquilo que é conhecido como “fraude pauliana”? Em outras palavras, fraude contra credor, impedindo-o de se ressarcir do dano sofrido?
Precisa explicar como foi exatamente que sua filha e ex-sócia, Verônica Serra, tornou-se também sócia de outra Verônica, esta Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir em Miami. E qual exatamente foi o papel do banco Opportunity, de Dantas, no financiamento da empresa? Dantas que, por outra coincidência, arrematou várias estatais na era de ouro da privataria e, em uma de suas últimas aparições públicas, portava elegantes algemas aplicadas pelo delegado Protógenes Queiroz, da PF.
Precisa explicar porque, durante muitos anos, omitiu das declarações à Justiça Eleitoral sua sociedade com a filha Verônica na ACP Análise da Conjuntura, firma que operava em São Paulo em imóvel do primo, ex-sócio e amigo Preciado. Por quê?
Precisa explicar a penca de empresas de nomes iguais ou similares – como se fosse preciso despistar alguém — abertas por sua ex-sócia e filha, além do genro Alexandre Bourgeois, no Brasil e em paraísos fiscais.
Precisa explicar porque o alto tucanato abriu tantas empresas em paraísos fiscais do Caribe, notadamente no Citco Building, em Road Town, nas Ilhas Virgens Britânicas, e coincidentemente no tempo das privatizações. De onde saiu tanto dinheiro?
Precisa explicar, aliás, onde foi parar mesmo o dinheiro das privatizações?
É árduo senão impossível responder estas perguntas, todas oriundas de reportagens, representações do Ministério Público Federal, ações judiciais e relatórios de CPIs. Perguntar-lhe também tem sido difícil. Não somente pelo compromisso dos donos da mídia com o candidato, mas pela sua recorrente reação às raras questões embaraçosas apresentadas pelos repórteres. O tratamento padrão dado àqueles que dele divergem ou o questionam não ajuda na composição da alegoria de “homem do bem”. As redações sabem que, na pele de Serra ou Zé, a resposta pode ser igualmente brusca e destemperada. Foi assim nesta semana e assim tem sido ao longo de toda a campanha. Mas é um momento jornalisticamente revelador porque o candidato exibe-se inteiro como realmente é: autoritário e prepotente.
O problema de Serra reside em um ponto: a categoria de “homem do bem” não é autoconcedida. Depende dos outros, de seus juízos e de toda uma história de vida e de escolhas. Do que se fez e do que se deixou de fazer. E do que se está fazendo exatamente agora.
Serra pode querer ser, por conveniência, o “homem do bem”. Mas sua biografia diz não.
Para os que acreditam que não há mais direita

Man Ray - Iron - 1921
Marcelo Carneiro da Cunha
de São Paulo
(...)
A direita descobriu a internet, estimados leitores, e nos encheu de emails sobre o horror do PT e o fim do mundo que o Lula aprontou pra todos nós. Você não recebeu toneladas de mails raivosos e rabugentos nesses tempos e mesmo antes deles? Como se parecem esses mails? Eles não têm sabor de veneno e olhar de predador louco pela sua carcaça? Eles não ficam lhe avisando para se cuidar com tudo que está ali fora? Eles não lhe avisam que o que está ali fora quer terminar com a civilização ocidental e o direito divino dos que sempre tiveram tudo de continuar tendo? Eles não são basicamente contra tudo?
(....)
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Weslian Roriz e Mônica Serra: lutando pelo direito das mulheres de serem só primeiras-damas.

Cynara Menezes 13 de outubro de 2010 às 10:13h
O levante das Amélias pitbull
Leia a matéria em Carta Capital
Retorno do fundo da terra
Levantado das profundezas da terra, o mineiro chileno Florencio Ávalos, de 31 anos de idade, voltou à superfície aos 10 minutos desta quarta-feira, ao fim de 69 dias de uma epopéia que partilhou com 32 companheiros, a 622 metros de profundidade, num refúgio da mina de cobre e ouro San José, no norte do Chile. Sobreviventes do desmoronamento da mina, em 5 de agosto, eles sobreviveram também ao confinamento que o acidente lhes impôs no subsolo do território do deserto do Atacama.

Florencio Ávalos, casado, pai de dois filhos, é o capataz da mina e primeiro na hierarquia depois do chefe de turno. Ele não gosta de aparecer e trabalhou gravando a maioria dos vídeos difundidos do interior da mina. Sua habilidade em lidar com situações críticas, a juventude e a experiência de oito anos na mina fez com que ele fosse escolhido para ser o primeiro a subir na cápsula de resgate, chamada Fênix II, onde “viajou” por 15 minutos. Saiu da cápsula de 53 centímetros de diâmetro sob aplausos e gritos usando óculos escuros para proteger os olhos da alta luminosidade após mais de dois meses num ambiente com pouca luz. Abraçou seu filho de 7 anos e sua mulher, Mônica, e cumprimentou o presidente chileno Sebastián Piñera e funcionários do governo. Colocado em uma maca, foi levado ao hospital de campanha montado no local.
O segundo mineiro resgatado é Mario Sepúlveda Espinace. O eletricista saiu da cápsula carregando uma sacola com “presentes” – pedras do fundo da mina que distribuiu aos integrantes da equipe de socorro.
Sepúlveda puxou a “torcida” presente aos gritos de “Chi, Chi, Chile”. Aos 39 anos, casado, pai de dois filhos, ele ficou conhecido como o porta-voz dos confinados nos vídeos transmitidos do fundo da mina.

Juan Illanes foi o terceiro resgatado durante a madrugada.
O último homem a ser retirado é Luis Urzua, 54 anos, o líder dos mineiros. Ele teve participação crucial nos primeiros dias posteriores ao acidente, quando o grupo teve de racionar comida para sobreviver.
