Primo Levi
“Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem” B.Brecht
"Politicians should read science fiction, not westerns and detective stories." - Arthur C. Clarke
Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief (Billie Holiday)
Ai que preguica! (Macunaima)
No creo en la eternidad de las peleas
Y en las recetas de la felicidad (John Drexler, Mercedes Sosa)
Na aula de hoje: Todo vice é um Kinder Ovo; vem com uma surpresa dentro.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Faltou o Nhac...
Na propaganda a menina NHAC nas informações. E olha que é dos anos 80, sem twitter, sem youtube, veiculada só na TV. Foi um sucesso.
Não teria sido o sucesso que foi se a menininha tivesse ficado sentada na cadeirinha de diretor, apenas.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Rio Marcal (como era) Hungria

BUDAPESTE (AFP) - Todo o ecossistema do rio húngaro Marcal, diretamente afetado pelo vazamento de lama vermelha tóxica após um acidente industrial, foi devastado pela contaminação, anunciou o diretor regional da unidade de desastres, Tibor Dobson.
"Todo o ecossistema do rio Marcal foi destruído, porque o nível de alcalinidade muito elevado matou tudo", declarou Dobson à agência de notícias MTI.
"Todos os peixes morreram e a vegetação também não pode ser salva", completou.
O vazamento de lama tóxica provocado por um acidente industrial na Hungria atingiu nesta quinta-feira o Danúbio, ameaçando o ecossistema do rio, com uma taxa alcalina levemente superior à normal.
A análise da água na confluência do rio Raab com o Danúbio mostra uma taxa alcalina superior à normal, entre 8,96% e 9,07%, quando a normal é de 8%, segundo uma fonte dos Serviços Hídricos da Hungria.
O vazamento tóxico de lama vermelha, na segunda-feira, procedente de uma fábrica de alumínio de Ajka (160 km ao oeste de Budapeste) passou do Raab ao Danúbio pouco depois das 6H30 GMT (3H30 de Brasília), em Györ.
yahoo noticias
CORPO-IMAGEM DOS TERREIROS
Um diálogo entre pesquisadores de diversas áreas, representantes das comunidades religiosas, curadores e fotógrafos, o debate Corpo-imagem dos terreiros apresenta a fotografia no contexto dos rituais religiosos de matriz africana. Discute um repertório crítico e visual para pensar a formação dos terreiros, a experiência ritual e a produção de imagens.
Projeto contemplado pela seleção pública de debates presenciais do Programa Cultura e Pensamento 2009/2010. O objetivo é discutir a produção de imagens fotográficas, no contexto dos rituais religiosos de matriz africana e gerar um repertório capaz de pensar, criticamente, essa manifestação cultural brasileira. Tem curadoria da fotógrafa Denise Camargo com assistência de curadoria do fotógrafo Paulo Rossi. A produção-executiva é da Empresa Livre.
E é um dos desdobramentos do debate on-line Representações imagéticas das africanidades no Brasil, contemplado com o Programa Cultura e Pensamento 2007, disponível em www.studium.iar.unicamp.br/africanidades.
Informações, inscrições, depoimentos, entrevistas e transmissão ao vivo pela internet, no site: www.oju.net.br/corpoimagem.
PROGRAMAÇÃO
14/10 das 14h30 às 16h30 – Brasília (UnB Campus Universitário Darcy Ribeiro – ICC Norte, prédio Minhocão – auditório da Faculdade de Comunicação – sala 610/9 bloco A subsolo)
· Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, professor da UnB (O terreiro e o território)
· Depoimento de Roberval Falojutogun Marinho, do llê Axé Opô Afonjá, professor da Universidade Católica de Brasília (Entender o cotidiano ritual é entender a vida).
· Duda Bentes, fotógrafo e professor da UnB (Documentação visual de terreiros do Distrito Federal)
· André Vilaron, fotógrafo (Axé e imagem: um olhar complexo)
· Paulo Rossi, fotógrafo (Corpos e flores para Iemanjá)
28/10 das 15h às 17h – São Paulo (Ação Educativa – Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque)
· Reginaldo Prandi, professor da USP (O terreiro e as imagens contraditórias)
· Rina Nemenz, mãe-de-santo da Tenda de Umbanda do Caboclo Imaraji (Representação, subjetividade e experiência ritual)
· Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado (Um obi para a cabeça do mundo: arte e religiosidade na Pinacoteca do Estado do São Paulo)
· Jorge Pupo, fotógrafo (Vodu-Santería: relações entre corpo e espiritualidade)
· Denise Camargo, fotógrafa (Um díptico no espaço ritual)
· Fernando Fogliano, artista do SCIArts e professor do Bacharelado em Fotografia Senac (Linguagem e experiência: da concretude à abstração)
11/11 das 14h30 às 16h30 – Rio de Janeiro (UFRJ – auditório Anexo do CFCH 3º andar– Av. Pasteur, 250 fundos – Praia Vermelha)
· Mohammed ElHajji, professor da UFRJ (Corpo e imagem da diáspora)
· Projeção de fotografias do fotógrafo Márcio Vasconcelos (Zeladores de voduns e outras entidades, do Benin ao Maranhão)
· Vantoen Pereira Júnior, fotógrafo (“Nego véio”, o resgate do Brasil negro)
· Mirian Fichtner, fotógrafa (Cavalo do santo: religiões afro-gaúchas)
18/11 das 18h30 às 20h30 – Salvador (UFBA/CEAO – Auditório Milton Santos, do Centro de Estudos Afro-Orientais – Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho)
· Marco Aurélio Luz, Ilê Asipá e professor da UFBA (A dinâmica da civilização afro-brasileira)
· Adenor Gondim, fotógrafo (Eu fui escolhido: imagem, crença, sincretismo)
· Aristides Alves, fotógrafo (No terreiro de Mutá Lambô we Kaiango: uma experiência de fotografia e edição)
· Bauer Sá, fotógrafo (Retratos: identidade, corpo e presença)
· Marcelo Bernardo da Cunha, coordenador do Museu Afro, professor do CEAO/UFBA (Iconografias e identidades afro-brasileiras)
Evento gratuito.
Todos os debates serão transmitidos ao vivo no site www.oju.net.br/corpoimagem.
SOBRE O CULTURA E PENSAMENTO
Cultura e Pensamento é um programa nacional de estímulo à reflexão e à crítica cultural, que seleciona e apóia projetos de debates presenciais e publicações.
Coordenado pela Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, seu objetivo é dar suporte a iniciativas que proponham questões e alternativas para as dinâmicas culturais do país. Os editais Cultura e Pensamento têm patrocínio da Petrobras, com realização da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão – FAPEX e da Associação dos Amigos da Casa de Rui Barbosa.
'Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente'
DEPOIS DO ABORTO, A CAÇA ÀS 'BRUXAS'
ESTADÃO DEMITE MARIA RITA KHEL
"Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"[entrevista ao portal Terra]
Artigo que motivou a demissão criticava a desqualificação dos votos dos pobres pelos ricos
Trechos do artigo de Maria Rita Khel, 'Dois Pesos"
'Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente'
"O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola".
Carta Maior
Trechos de artigo da psicanalista Maria Rita Kehl: Terra
Comissão de Justiça e Paz condena grupos que, em nome da fé cristã e da CNBB, induzem fiéis contra Dilma
07/10/2010
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou ontem uma nota pública em que condena o uso da fé cristã no processo eleitoral. A publicação do documento sucede a ampla divulgação de acusações contra a candidata Dilma Rousseff (PT).
“Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente”, afirma a nota em que é criticada também uma manifestação da Regional Sul 1 da CNBB, que não recomendou o voto em Dilma. O comando nacional da CNBB condenou o texto da regional e ressaltou que ele não representa o pensamento da entidade.
“Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência da Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias”, denuncia a Comissão Brasileira de Justiça e Paz.
É o seguinte, na íntegra, o pronunciamento da CBJP:
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85
“A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB”
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
descriminar (De+criminar - Aurélio) não é o mesmo que liberar (Do latim liberatione - Aurélio)
Já o Padre (do latim pater = pai)que ascendeu ao cargo de bispo, Dom Luis, distorce a idéia, substituindo o termo descriminar por liberar. Como religioso teve ótima educação e sabe distinguir o significado de um termo, do significado do outro. Mas, por má Fé (com maiúscula mesmo)agiu ciente de sua atitude, sabendo ser apoiado pelos fiéis ignorantes e pelos conhecedores do termo. Foi ouvido, seja por temor genuíno (que não quer dizer inteligente) ao Senhor, seja por interesses maiores (que extrapolam a esfera da Fé).(O panfleto da TFP distribuído num encontro tucano usa o termo legalizar.)
Note que no vídeo de Dilma, há a possibilidade de inserir comentários, e que no vídeo "defesadavida" esse campo foi desativado.
Sea Shepherd Brasil

Batizado de Operação Biguá Sujo Não!, o ato pacífico terá a participação de centenas de pessoas contrárias à construção do estaleiro e uma frota de cerca de 50 embarcações. Os barcos, que irão zarpar de Biguaçu, navegarão com a bandeira pirata da Sea Shepherd desfraldada nos mastros. A ação ocorre durante todo o dia de sábado. Na praia de Jurerê, estarão presentes Embaixadores do Mar como Karol Meyer, campeã mundial de mergulho em apnéia, moradora da região e defensora do meio ambiente, e Erick Wilson, artista plástico do Oceano Art. Wilson, conhecido por grandes pinturas da vida marinha, irá produzir em Jurerê uma tela gigante retratando a vida marinha ameaçada pelos interesses de Eike Batista e da OSX.Durante a ação, as pessoas presentes serão convidadas a fincar bandeiras de Sea Shepherd nas areias de Jurerê, simulando um cemitério junto à orla. A representação pretende alertar para o que, de fato, poderá se transformar um dos mais belos cenários de Florianópolis se o estaleiro for implantado na região: uma área sem vida e miserável. Além de ser um dos mais importantes destinos turísticos do país, a região abriga uma reserva biológica, uma reserva ecológica e uma área de proteção ambiental.
O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) - Guardiões do Mar - integra a Sea Shepherd Conservation Society (SSCS), a primeira ONG de proteção dos mares. Atualmente, a Sea Shepherd é considerada a ONG mais ativista do mundo e conta com a participação efetiva de milhares de voluntários em todo o mundo.
Mais informações com: Hugo Malagoli, 51-3251-4626; hugo@seashepherd.org.br
WWW.SEASHEPHERD.ORG.BR
Lembretes para o 2º turno de 2010 - Por Flavio Aguiar
"Peço licença para hoje tratar diretamente de assunto da nossa política... interna: eleição 2010.
Aos meus amigos verdes, gostaria de lembrar que Fernando Gabeira já declarou apoio a Serra, o que mostra como de fato ele considera Marina da Silva e as instâncias do próprio partido.
Assim como a causa ambiental, uma vez que entre Serra/DEM/Índio da Costa e causas ambientais há uma distância de anos-luz.
É bom lembrar também que Serra ganhou nos estados do chamado “espinhaço do agro-business”, que vai de Santa Catarina a Rondônia. Isso permite uma bela previsão do que vai ser o seu governo, muito mais do que frases sem cabeça nem pé.
A propósito de anos-luz: o que ajudou a empurrar Serra para o segundo turno, dando mais votos a Marina, foi a campanha obscurantista, retrógrada, caluniosa e que usa o nome de todas as religiões em vão, acusando, por exemplo, Dilma Rousseff de ser a favor do aborto.
Aos preocupados com a liberdade de imprensa, lembro que na mídia que apóia a candidatura de Serra, velada ou abertamente, desde 2006 tornaram-se comuns as “operações limpeza” (inclusive a pedido), eliminando jornalistas (inclusive de renome) dissidentes (como durante a ditadura) ou que não tocavam de acordo com a música.
Já a quem se preocupe com política externa, lembro que, se Serra levar a sério suas declarações durante a campanha, erguerá uma cortina de ferro nas fronteiras do nosso país, acabando com a integração continental. Sem falar que retornaremos aos tempos do beija-mão e da barretada à potência de plantão. O Brasil vai perder todo o prestígio que acumulou nos últimos anos. Vai murchar em matéria de contatos com a África, Ásia, Oceania e América Latina, sem que isso signifique uma melhor posição diante da Europa ou da América do Norte.
Se a preocupação for com a idéia de que “é bom alternar quem está no poder”, sugiro que comecemos por pensar no caso de S. Paulo, o segundo orçamento da nação, que completará vinte anos sob a batuta da coligação PSDB/DEM, com resultados precários na educação, saúde e segurança.
Para quem ache que “é tudo a mesma coisa”, lembro que a arte da política (de acordo, entre outros, com Gramsci) é a de discernir as diferenças para além das aparentes semelhanças, e que essas diferenças aparecem mais pelo acúmulo de atos do que pelo de palavras e promessas.
Lembro ainda que, devido aos resultados do primeiro turno, uma vitória de Serra vai transformar o governo federal em cabide para uma penca de políticos subitamente desempregados da sua coligação, que já deviam estar defenestrados (pelo voto, como foram) da nossa vida pública há muito tempo.
É bom não esquecer que Serra não apresentou qualquer programa. Mas seu último ato significativo no governo de S. Paulo foi a privatização da Nossa Caixa, brecada porque adquirida pelo Banco do Brasil. Isso é um bom prognóstico para o que vai acontecer com o Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal, Petrobrás, etc.
Ao invés de programas, Serra distribuiu gestos e palavras a esmo. Dizer que quem fuma é contra Deus, puxar Ave Maria em missa, falar em austeridade fiscal e ao mesmo tempo prometer aumentos vertiginosos do salário mínimo, dizer que tem preocupação ambiental e ao mesmo tempo prometer no Pará que vai mexer na legislação que protege a Amazônia não é um programa nem um bom começo para quem quer alardear honestidade política e coerência.
E por aí se vai.
Dilma, por sua vez, defende um programa (que pôs em prática) ao mesmo tempo social e austero, demonstrou ser uma candidata de idéias próprias e não um factóide de si mesmo que fica esgrimindo promessas a torto (sobretudo) e a direito. Foi atacada, caluniada, difamada e manteve a linha o tempo inteiro (ao contrário de Serra, que seguido perdeu a linha quando confrontado com perguntas incômodas), não recorreu a esses golpes baixos tão típicos das campanhas da direita. Não é o caso de se concordar com ela em tudo. Mas Dilma é diálogo.
Leia, medite e passe adiante, se achar que é o caso. Obrigado pelo seu tempo. "
http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-do-velho-mundo
Padre e bispos da CNBB-SP cometeram crime eleitoral
Integrantes de ala ultra-conservadora da Igreja Católica distribuíram panfleto na saída de missas e fizeram proselitismo contra a candidata Dilma Rousseff, no dia da eleição. O bispo de Jales, Demétrio Valentini, denunciou que integrantes da Regional Sul da CNBB, entre eles o bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga (foto) articularam trama para induzir os fiéis a acreditar que o panfleto expressava posição da CNBB, o que foi negado pela direção da entidade. “A nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, denunciou o bispo de Jales. Prática constitui crime eleitoral punível com detenção de seis meses a um ano.
Marco Aurélio Weissheimer
O padre Paulo Sampaio Sandes, articulado com o bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga, e um grupo de outros integrantes da ala ultra-conservadora da Igreja Católica cometeram crime eleitoral no domingo (3), dia da realização do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. Conforme matéria de Maria Inês Nassif, publicada no jornal Valor Econômico (04/10/2010), Sandes, Gonzaga e outros elementos distribuíram propaganda eleitoral e fizeram proselitismo em espaço público valendo-se de sua condição de religiosos contra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, que, na avaliação dos citados, seria contrária aos “valores cristãos”.
Esse tipo de prática é expressamente proibido pela legislação eleitoral brasileira. O panfleto distribuído pelos religiosos no dia da eleição é assinado pelos bispos Dom Nelson Westrupp, Dom Benedito Beni dos Santos e Dom Airton José dos Santos.
O artigo 37, da Lei n° 9.504, proíbe esse tipo de manifestação em bens de uso comum. O parágrafo 4°, do referido artigo, inclui os templos religiosos nesta categoria:
“Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pela Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada”.
E o artigo 39, da mesma lei, afirma que:
“Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR”:
(…)
II – a distribuição de material de propaganda política, inclusive volantes e outros impressos, ou a prática de aliciamento, coação ou manifestação tendentes a influir na vontade do eleitor.
II – a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna
III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário.
III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.
A matéria relata que, no dia da eleição, o padre Paulo Sampaio Sandes expôs na homilia o suposto veto da Igreja Católica brasileira a Dilma e a todos os candidatos do PT. Segundo informa Maria Inês Nassif, o padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional que é contra, entre outras coisas, o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Na saída da missa, o padre distribuiu uma carta onde a regional da CNBB pede aos fies que não votem em candidatos que defendem o aborto, nomeando os candidatos petistas. Não foi um caso isolado.
O bispo de Jales, Demétrio Valentini (foto), denunciou que integrantes da Regional Sul, contando com a conivência de alguns bispos, articularam uma trama para induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional tinha imposto um veto aos candidatos do PT nessas eleições, o que é negado pela direção da entidade. “Estamos constrangidos, pois a nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, disse Valentini ao Valor.
A Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou que às paróquias que distribuíssem o “Apelo aos Brasileiros”, que acusa o PT de ser parceiro do “imperialismo demográfico representado por fundações norteamericanas” e de “apoiar o aborto”. Apesar do desmentido da CNBB nacional, o documento foi distribuído em diversas igrejas de São Paulo, causando, segundo a opinião de diversos analistas e da maioria dos meios de comunicação um considerável prejuízo à candidata.
II livro da poética de Aristóteles - o Nome da Rosa - Umberto Eco
Senza la paura del demonio non c´e piu necessitá del temor di Dio.
è uma fala localizada na Idade Média, mas é um conceito que chegou ao século XXI.
In taberna quando sumus - Carmina Burana - Carl Orff
In taberna quando sumus,
non curamus quid sit humus,
sed ad ludum properamus,
cui semper insudamus.
quid agatur in taberna
ubi nummus est pincerna,
hoc est opus ut quaeratur;
si quid loquar, audiatur.
Quidam ludunt,
quidam bibunt,
quidam indiscrete vivunt.
sed in ludo qui morantur,
ex his quidam denudantur,
quidam ibi vestiuntur,
quidam saccis induuntur;
ibi nullus timet mortem,
sed pro Baccho mittunt sortem.
Primo pro nummata vini;
ex hac bibunt libertini;
semel bibunt pro captivis,
post haec bibunt ter pro vivis,
quater pro Christianis cunctis,
quinquies pro fidelibus defunctis,
sexies pro sororibus vanis,
septies pro militibus silvanis.
octies pro fratribus perversis,
nonies pro monachis dispersis,
decies pro navigantibus,
undecies pro discordantibus,
duodecies pro paenitentibus,
tredecies pro iter agentibus.
Tam pro papa quam pro rege
bibunt omnes sine lege.
Bibit hera, bibit herus,
bibit miles, bibit clerus,
bibit ille, bibit illa,
bibit servus cum ancilla,
bibit velox, bibit piger,
bibit albus, bibit niger,
bibit constans, bibit vagus,
bibit rudis, bibit magus,
Bibit pauper et aegrotus,
bibit exul et ignotus,
bibit puer, bibit canus,
bibit praesul et decanus,
bibit soror, bibit frater,
bibit anus, bibit mater,
bibit ista, bibit ille,
bibunt centum, bibunt mille.
Parum sescentae nummatae
durant cum immoderate
bibunt omnes sine meta,
quamvis bibant mente laeta;
sic nos rodunt omnes gentes,
et sic erimus egentes.
qui nos rodunt confundantur
et cum iustis non scribantur.
Os palanques e os estúdios
ROBSON BARENHO
Celebrante da missa transmitida às 6 horas de ontem pela TV Canção Nova em Cachoeira Paulista, o padre José Augusto valeu-se de sua homilia para conclamar os telespectadores nos seguintes termos:
não votem no PT;
a) o PT é contra a vida;
b) o PT quer proibir o uso de símbolos religiosos;
c) o PT quer impor que a Igreja celebre casamento de homosexuais;
d) o PT quer proibir que os padres falem contra os homosexuais;
e) o PT é assassino. “Se eu desaparecer, vocês já sabem quem foi!”;
f) católico que votar no PT, no segundo turno, está excomungado.
Produzido e largamente disseminado durante o primeiro turno da disputa presidencial, esse discurso fraudulento e panfletário se espalhou e ganhou crédito de parcela do eleitorado graças a algo próximo a uma atitude contemplativa da campanha petista. Evidentemente mantido para o segundo turno, talvez se constitua no maior desafio a ser enfrentado por Dilma Rousseff e seus assessores, conselheiros, aliados, militantes e eleitores.
Aparentemente, a campanha de Dilma subestimou ou mesmo ignorou, durante o primeiro turno, o caráter massivo da divulgação de acusações, falsas ou não, de natureza religiosa e de natureza ética e/ou política. E, aparentemente por esse equívoco de avaliação, deixou de fora do debate e, portanto, alheio a esses temas, o mais poderoso instrumento de que dispunha para reagir às denúncias: o espaço de propaganda eleitoral no rádio e, sobretudo, na TV.
Em diversos momentos da disputa, o debate da campanha e o programa de propaganda de Dilma pareceram elementos de mundos diferentes. Grosso modo, foi como se houvesse uma campanha nas ruas e outra na TV, ou no cinema; como se houvesse uma campanha real e outra fictícia. Não por acaso, o último programa de TV da campanha de Dilma foi praticamente igual ao primeiro, como se nada houvesse ocorrido no tempo e no ambiente eleitoral, entre um e outro.
A campanha difamatória a Dilma, iniciada na internet já na metade do ano passado e, a cada dia, mais intensificada ao longo do primeiro turno, inclusive nos espaços de propaganda da oposição em diferentes mídias, foi praticamente ignorada pelos programas petistas de rádio e de TV. Ao longo e massivo ataque de religiosos, em centenas ou milhares de púlpitos e de palanques eletrônicos, a propaganda petista contrapôs, a rigor, não mais do que um brevíssimo pronunciamento do presidente Lula.
Em resumo, enquanto Dilma apanhava de múltiplos opositores e por todos os meios de comunicação de que eles dispunham, sua campanha desprezava os únicos espaços e meios que lhe permitiriam se contrapor, também massivamente, aos ataques que lhe eram dirigidos – os horários de propaganda na TV, sobretudo, e também o rádio. A rigor, nem as reações da própria Dilma a seus críticos e, não raramente, a seus agressores foram veiculadas nos espaços do PT.
O período de propaganda eleitoral voltará ao ar com mudanças exigidas por lei, como a igualdade do tempo a ser ocupado pelos candidatos. E, no caso da campanha de Dilma, será surpreendente se o espaço em rádio e TV continuar parcialmente desperdiçado pela veiculação de conteúdo alheio à campanha travada fora dos estúdios.
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=22203
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Já somos mais de 47 milhões com Dilma

Faltou muito pouco para a festa ser completa e definitiva. Mas temos certeza que com o seu apoio vamos eleger, no próximo dia 31, a primeira mulher presidenta do Brasil.
É hora de manter a militância acesa e jamais desanimar. Pegue sua bandeira, seus adesivos e vá para as ruas defender a proposta do governo Lula, que mudou o país de forma profunda, retirando milhões da miséria e elevando outros tantos à classe média.
Participe das discussões nas redes socais. Defenda Dilma das mentiras com que adversários sem argumentos atacam nossa candidata. Alerte seus amigos contra as baixarias e as promessas de última hora de quem nunca defendeu o povo.
Busque informações nos sites Dilma13, ParticipaBR, Dilmanarede, Mulheres com Dilma e Galera da Dilma. E deixe conosco suas sugestões para o Brasil seguir mudando.
Acompanhe os Twitters @dilmabr, @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr.
Fonte:
Equipe Dilma13