Primo Levi
“Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem” B.Brecht
"Politicians should read science fiction, not westerns and detective stories." - Arthur C. Clarke
Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief (Billie Holiday)
Ai que preguica! (Macunaima)
No creo en la eternidad de las peleas
Y en las recetas de la felicidad (John Drexler, Mercedes Sosa)
Na aula de hoje: Todo vice é um Kinder Ovo; vem com uma surpresa dentro.
quinta-feira, 10 de março de 2011
MinC corta verbas de programas e ameaça pontos de cultura
Antonio Grassi, diretor da Fundação Nacional de Arte (Funarte), ainda não sabe como o arrocho afetará a instituição, mas já estabeleceu prioridades para 2011. A Funarte tem restos a pagar contabilizados em R$ 19 milhões referentes a editais lançados em 2010.
“O que estamos fazendo é elencar as prioridades das prioridades. Uma delas são os editais de ocupação dos espaços culturais. Estamos pensando num modelo de edital para isso”, avisa Grassi. “Vamos tentar honrar os compromissos, pagar o que a Funarte deve e priorizar os principais projetos de cada área. Temos um problema porque nossa área é finalística, não arrecada, só gasta.”
Parcerias com a iniciativa privada, segundo Grassi, podem ser uma saída caso o orçamento seja reduzido ao ponto de inviabilizar o lançamento de novos editais e projetos da Funarte.
O corte no MinC fez a Secretaria Executiva do ministério também trabalhar para estabelecer prioridades. “Primeiro vamos quitar os restos a pagar e colocar em dia o Cultura Viva, que reúne mais de 2 mil pontos de cultura em todo o Brasil, e retomar o programa”, explica Vítor Ortiz, secretário executivo do MinC. “A segunda prioridade são as obras do patrimônio cultural, para que não haja paralisação. A maior parte dessas obras são do PAC.”
O valor de contas atrasadas chega a R$ 60 milhões, referentes a prêmios e a editais de 2010 destinados aos pontos de cultura. Durante encontro com cem representantes de pontos no fim de fevereiro, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu os manifestantes e se comprometeu com os projetos.
Mas, para Daraina Pregnolatto, coordenadora do projeto Nascentes e Veredas, que faz parte da Ação Griô, ação integrada dos pontos de cultura, o corte no orçamento gera apreensão. Segundo ela, há editais de 2007, 2008 e 2009 cujos participantes não receberam e nenhum edital de 2010 foi pago. “O secretário Vítor Ortiz disse que o ministério se compromete a pagar os editais de 2010. Mas, quanto aos anos anteriores, eles ainda estão aguardando orientação do governo federal”, diz Daraina.
A preocupação é quanto à incerteza do pagamento dos atrasados de 2007, 2008 e 2009. Segundo o Decreto 7.418, de dezembro de 2010, os restos a pagar do governo – com exceção de despesas do Ministério da Saúde e relativas ao PAC – estão prorrogados até 30 de abril deste ano. Depois, prescrevem e correm o risco de não ser pagos.
A Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, pasta responsável pelos pontos de cultura, não se pronuncia sobre o tema. A empresária Marta Porto aceitou o convite de Ana de Hollanda para a pasta, mas ainda não foi nomeada. Enquanto isso, o antigo secretário, TT Catalão, responde pela área, mas afirma não conhecer os detalhes referentes aos pagamentos dos editais porque está afastado desde dezembro.
Da Redação, com informações do Correio Braziliense
quarta-feira, 9 de março de 2011
PSDB e DEM se devoram em São Paulo
Os partidos de oposição ao Governo Dilma Rousseff inauguraram uma temporada antropofágica em seu principal reduto, o estado de São Paulo, onde o PSDB completará 20 anos no governo. Velhos parceiros, PSDB e DEM já não controlam os conflitos internos. Os dois partidos ensaiam uma reorganização, com eleições em março e maio. Enquanto se canibalizam, ameaçam engrossar as críticas depois que Dilma completar 100 dias na presidência da República.
A movimentação aparentemente errática do principal aliado de Serra, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que esfacela seu partido, o DEM, para fundar o Partido da Democracia Brasileira e disputar o governo estadual em 2014, fez mais do que expor a divisão interna dos democratas. Kassab irritou profundamente o governador Geraldo Alckmin.
Os alckmistas, que formam o chamado “núcleo caipira” do PSDB paulista e já se digladiavam com outras facções tucanas em busca de crescimento nacional, não se conformaram quando o próprio vice-governador, Guilherme Afif Domingos (DEM), declarou que seguirá Kassab no trampolim para 2014. Agora, há a certeza de que Afif apoiará Kassab caso ele concorra contra Alckmin em 2014. Embora jamais tenham se entendido com José Serra, os alckmistas recorreram a ele para deter Kassab, mas o ex-governador ainda não se movimentou nesse rumo.
RETALIAÇÃO
A resposta de Alckmin a Serra começou dura e pode ser ampliada. O governador praticamente arquivou as principais promessas que Serra fez para os paulistas durante a campanha presidencial do ano passado.
No Diário Oficial do Estado, mais divergências no ninho tucano: Alckmin rescindiu o contrato de aluguel de carros blindados para transporte e escolta do governador e família. Em outra decisão oposta à Serra, decidiu vender o avião do Estado – jato que ele próprio tentara vender em 2006. Ao assumir, Serra cancelou o processo.
No fim do mês, segundo a Folha de São Paulo, Alckmin reativará, na Assembleia Legislativa, projeto de criação da macrometrópole paulista, que Serra havia engavetado. O novo governo também identificou problemas técnicos em ações da gestão anterior. Trecho da linha 2 do Metrô, por exemplo, terá de ser redesenhado por questões ambientais. Para completar, na semana passada Alckmin pediu uma lista dos cargos de confiança de seu antecessor no governo, sinalizando que a briga com José Serra continuará pelas próximas semanas.
Na Prefeitura, Kassab cozinha, em fogo lento, uma reforma no secretariado. Tem oferecido cargos para partidos aliados ao governo federal. O PDT já ganhou uma secretaria, o PSB negocia sua participação e o PCdoB parece disposto a aceitar um ou dois cargos no Governo Kassab, que abriga vários aliados de Serra.
GUERRA DE EGOS
No próximo dia 12, tucanos de todas as plumagens se encontrarão em São Paulo. Deverão discutir as propostas lançadas recentemente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na tentativa de aplacar a guerra de vaidades, a disputa pela presidência nacional do PSDB marcada para maio e, de quebra, acalmar a disputa em torno de 2014, Fernando Henrique propõe, sobretudo, a formação de um colegiado para comandar o partido. Seria integrado pelo atual presidente, Sérgio Guerra, que teria o mandato renovado, mais o próprio FHC, Serra, Alckmin e Aécio Neves.
A fórmula do Conselho Político foi usada pelo DEM e se tornou um dos principais motivos do racha no partido. Kassab preside o Conselho Político, mas o deputado Rodrigo Maia, que preside o partido, esvaziou o colegiado adulterando o estatuto interno para retirar-lhe poder decisório. Foi a gota d`água para Kassab criar o PDB, que seus ex- aliados passaram a chamar de Partido da Boquinha.
Outra tentativa de jogar água na fervura das vaidades tucanas é a retomada da ideia de se fazer prévias internas para as eleições do comando. Mas se trata de mais um projeto que nunca passou disso mesmo.
“O pior de tudo isso é que, enquanto o DEM e o PSDB praticam os seus canibalismos, o Brasil fica sem oposição respeitável. O eleitor brasileiro não gosta dessas brigas”, disse a Brasília Confidencial um líder tucano paulista.
terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
"O copyright deve promover o dinamismo cultural, e não preservar interesses estabelecidos pelos negócios.”
Segundo Francis Gurry, diretor da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, "a história do confronto entre o mundo clássico do copyright com o entorno digital tem sido mais uma história lamentável de resistência ludista do que um exemplo de empenho inteligente".
Por Geraldine Juárez
[05 de março de 2011 - 12h14]
Na semana passada, Francis Gurry – diretor da Organização Mundial da Propriedade Intelectual – se apresentou na Universidade de Queensland em Sydney, Austrália, numa conferência sobre o futuro das leis da propriedade intelectual.
A intervenção de Gurry se dá em meio à controvérsia em torno do ACTA – as iniciais em inglês de Acordo Comercial Anti-Falsificação – e do fato de que, apesar de ser um tratado de propriedade intelectual, foi intencionalmente negociado fora da instituição que a dirige. A boa notícia é que o diretor da OMPI pensa como a maioria das pessoas que já não está de acordo com a velha forma de se administrar os direitos da propriedade intelectual.
Especificamente, Gurry criticou o modelo institucional de criação de políticas públicas baseada na influência desproporcional (lobby) para criminalizar consumidores e responsabilizar intermediários (como provedores ou plataformas), assim como o modelo de tratados plurilaterais (problema que já havia sido abordado no ALT1040) que pretendem forçar mecanismos de auto-regulação. Gurry admitiu que a OMPI está limitada pela falta de vontade de muitos países para discutir o tema.
É muito importante que não esqueçamos que, além de todas as loucuras já propostas pelo ACTA, ele propõe a criação de uma instituição paralela à OMPI, chamada Comitê ACTA. O capítulo 5 do acordo estabelece as margens e metas para que este comitê se encarregue da implementação, operação, desenvolvimentos e emendas a este acordo. Em poucas palavras, se for aprovado, o Comitê pode alterar seu conteúdo para convertê-lo em uma arma legal ainda mais perigosa.
O Artigo 36 do Capítulo 5 estipula que o Comitê decidirá os procedimentos de consultoria por parte de grupos ou indivíduos não governamentais e para compartilhar informações com terceiros. O ponto sexto estabelece que as decisões para criar emendas no conteúdo devem ser tomadas e aprovadas por consenso dos integrantes do Comitê.
Finalmente, e em coerência com sua natureza opaca, o último ponto estabelece que as posições das partes consultadas devem ser confidenciais de acordo com as regras e procedimentos da Organização Mundial do Comércio. Os acordos plurilaterais de comércio gozam de sigilo, mas este é um tratado de propriedade intelectual e a razão pela qual os negociadores do ACTA negociaram por fora da OMPI, agora, é mais do que clara. Este é mais um argumento que converte o acordo em um candidato ao veto absoluto.
Enquanto supostos especialistas legais dizem que o modelo de propriedade intelectual tem que ser reforçado, o diretor da OMPI disse em seu discurso que:
“- Os velhos princípios de regulação da propriedade intelectual já não funcionam, particularmente para a internet [...] e podem colapsar o sistema inteiro de direitos de propriedade intelectual.
- Devemos reformular a pergunta que a maioria das pessoas vê ou escuta sobre o copyright e sobre a internet. As pessoas não reagem ao serem chamadas de piratas. De fato, alguns, como vimos, sentem-se orgulhosos. Temos que falar menos em termos de pirataria e mais em termos do risco da viabilidade financeira da cultura no século XXI.
- A história do confronto entre o mundo clássico do copyright com o entorno digital tem sido mais uma história lamentável de resistência ludista do que um exemplo de empenho inteligente.
- O copyright deve promover o dinamismo cultural, e não preservar interesses estabelecidos pelos negócios.”
Os argumentos contrários ao ACTA são infinitos, e o discurso de Gurry é um que dificilmente os políticos encarregados de tomar uma decisão quanto ao ACTA poderão ignorar.
Tradução de Cainã Vidor.
Fonte: REVISTA FÓRUM
sábado, 5 de março de 2011
CARNAVAL 2011: mobilização geral pela proteção dos direitos das nossas crianças e adolescentes
Data: 04/03/2011
Neste Carnaval 2011, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e uma série de parceiros (veja lista abaixo), traz uma uma escola de samba diferente para o público. Trata-se da mobilização pela campanha de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e também em Porto Velho (RO), Belém (PA), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB) e Vitória (ES).
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, participa desde de a semana passada de atividades ligadas ao tema (Veja a programação completa ao final). A mensagem da campanha é: “Proteja as nossas criança e adolescentes. Violência sexual é Crime. Denuncie. A Bola está com você”.
A campanha abre um processo de mobilização para o ano de 2011, com a intenção de convocar a população para contribuir com a redução dos índices de violência sexual cometida contra crianças e adolescentes.
A proposta é realizar atividades de sensibilização neste período com foco na prevenção, além das mobilizações durante todo o Carnaval, que envolvam a divulgação dos canais de denúncia: Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e o Conselho Tutelar.
Os principais objetivos da campanha são: promover o debate nacional em torno do tema da proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes com ênfase no enfrentamento da violência sexual;
• Sensibilizar a população para a importância do problema e incentivar a denúncia de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes;
• Divulgar os canais de denúncia entre a população e Poder Público, como o Disque Direitos Humanos - 100 e o Conselho Tutelar;
• Promover a integração de outras campanhas já realizadas no período de carnaval para viabilizar uma grande mobilização em torno dos direitos humanos de crianças e adolescentes nos estados.
Os parceiros da campanha são: ministério da Saúde (MS); da Justiça / Secretaria Nacional de Justiça; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); da Educação (MEC); do Turismo (MTur): Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad); Ministério Público do Trabalho; Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero); Polícia Rodoviária Federal; Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat); Infraero; Polícia Federal; Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM); Caixa Econômica Federal (CEF); companhias aéreas; redes de cinema
Na Sapucaí - Rio de Janeiro - Participação no desfile da “Inocente da Caprichosos”, Escola de Samba Mirim da Caprichosos de Pilares, que homenageia a apresentadora Xuxa Meneghel. No desfile, uma ala da escola-mirim terá arte da campanha e chamará a atenção para o tema, com a presença da ministra Maria do Rosário Nunes e convidados governamentais e não governamentais que compõem a Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual e da rede de proteção do Rio de Janeiro.
Blocos de rua/ Bailes municipais - lançamento da campanha e antes do carnaval ocorre mobilização em blocos de rua ou bailes municipais. Os gestores de cada localidade são responsáveis pela articulação com os representantes e dirigentes de um ou dois blocos de rua que já existem, e que sejam de reconhecida expressão e adesão popular.
O Governo Federal fornece o material de divulgação da campanha (exemplo: abadás, abanadores, tatuagem temporária, camisetas, folhetos).
Mobilização nos aeroportos e nas rodoviárias - A Infraero disponibilizará espaços nos aeroportos das 17 capitais onde acontecerá a campanha. Os stands serão disponibilizados para a distribuição conjunta de material no período. A mobilização e distribuição de material acontece também nas rodoviárias de algumas cidades, com atividades previstas localmente.
Fique por dentro da programação pelo Brasil
fonte:e-mail SEDH
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Prefeitura do Rio vai narrar desfiles para deficientes visuais
Os deficientes receberão as informações por intermédio de um fone de ouvido. Eles poderão retirar os fones em cabines da prefeitura, instaladas na entrada do setor 13, exclusivo para portadores de deficiência.
de fato o evento. Vai participar realmente como membro efetivo."
Enviado por e-mail pelo meu amigo, parceiro musical, do condado de Lancaster.
Fonte do texto agencia brasil
Na rede news letter Brasília Confidencial 2011

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http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Massa Crítica - Porto Alegre
Bradbury em Farenheit ( o livro não o filme recente) já descrevia motoristas em alta velocidade atropelando pedestres, como diversão da madrugada na jeunesse jolie.


